Significado da palavra Metatron.
Significado da palavra Metatron.
Por Lúcio José Patrocínio Filho:.
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Metatron [מטטרון] vale 314 [40+9+9+200+6+50=314=8]. Aprofundar-se nos entendimentos desse nome é aproximar-se dos significados da Israel Celestial, uma simbologia que abarca os entendimentos sobre para onde vão as almas elevadas, portanto, a palavra Metatron é o coletivo para as almas elevadas e provenientes do mundo físico. É entender que o universo possui em sua codificação as fórmulas e meios que lhe proporciona a capacidade de produzir vida para que estas consigam alcançar estados elevados de consciência e ir além, alcançando dimensões que existem em suas fórmulas, mas que estão além da percepção da consciência, enquanto materializadas no mundo dos fenômenos. O judaísmo não é uma religião, senão bem mais uma cultura, um povo que segue umas leis estritas, por eles consideradas divinas, e de fato consideram tais leis como dadas diretamente pelo Criador, leis que transmitem uma série de informações, as quais, quando observamos com olhos estritamente científicos, entendemos que nada mais é que um manual de sobrevivência, um texto cifrado, que por meio de suas histórias, interpretações e decodificações dessas histórias, mas, principalmente por meio de um método conhecido por gematria, no qual é possível extrair conhecimentos ocultos em suas letras, palavras e frases, com a aplicação da matemática, torna possível revelar leis, métodos, normas de comportamento, sabedoria popular adquirida por vivências ao longo de séculos por uma comunidade que permaneceu unida e que, entendendo o poder do [saber], ocultou todos os seus conhecimentos, por meio dessa codificação de seus textos. Aqui é onde entra Platão, que definiu: [A ciência {ἐπιστήμη} é um juízo verdadeiro, acompanhado de razão {λόγος}.] [Platão. Teeteto, 202, b-c.]. A Cabalá é um método embasado nesse conhecimento antigo e o condensa de forma gráfica, por meio do infográfico da Árvore da Vida, onde expõe as faces da psique humana separando-as em mundos ilustrados como esferas chamadas Sefirót. Esse método presume de ser capaz de conduzir à Israel Celestial, todo aquele que o estude e que o pratique. Expostos todos esses entendimentos sobre judaísmo e Cabalá, o que se extrai é o entendimento de que a Cabalá é um método para alcançar a Metatron. Outros nomes que possuem o mesmo valor gemátrico e entendimentos relacionados com o significado de Metatron: Shaddai [שדי] [Senhor da Montanha], que leva ao entendimento de elevação espiritual ao apontar para um estado de divindade em uma posição elevada; Nimrod [כנמרד], aquele que desafiou Deus ao tentar construir uma torre que pudesse escapar da ira de Deus, seus dilúvios, reforçando uma vez mais os entendimentos relacionados com o significado de Metatron, como uma busca por uma dada elevação espiritual que lhe possibilite posicionar-se como uma alma que transcende sobre a ira de Deus, que não está mais à mercê da dualidade do mundo dos fenômenos. Como ingrediente complementar, pode ser adicionado o entendimento de que há dois Jardins do Éden e duas Terras Prometidas no misticismo judaico: a Invisível Celestial e a Visível Terrestre, essa última funcionaria como uma cópia ou representação da Invisível Celestial, uma alusão à afirmação hermética [tal e como é acima é abaixo]. O paraíso no misticismo judaico inclui uma terra prometida celestial - incluindo Jerusalém, o Templo, a Arca da Aliança e um Jardim do Éden celestial, que abarca a Árvore da Vida, um depósito para o maná que os anjos comem e vários rios que regam o jardim. Quando a Bíblia menciona uma Nova Jerusalém, santuário celestial, pão da vida ou trono de Deus, está se referindo ao entendimento místico judaico do [céu]. Adentremos nos métodos cabalísticos para entender melhor os significados da palavra Metatron. A Sefirá Malkut não é somente [algo], mas sim tudo o que vemos no mundo dos fenômenos. Mas como o mundo dos fenômenos é somente energia, essa energia é consciente e está desperta, lúcida ou dito de outro modo, a energia – que tem a capacidade de transformar-se em tudo o que há no universo – porta informação, dados, não é somente uma mera energia física, mas sim porta uma espécie de codificação ou informação arquitetônica, que torna possível criar tudo o que há no universo. Sem esse código – que foi projetado, desenhado, manipulado e pode ser decifrado por consciências físicas inteligentes como a mente humana – o universo, tal e como o conhecemos não existiria, portanto, [algo] criou esse código para viabilizar a existência, e esse [algo] desenhou a possibilidade do surgimento de mentes racionais para que pudessem apreciar sua criação, um conceito ou entendimento proveniente dos sábios gregos, denominado princípio antrópico [do grego: ἄνθρωπος ánthrōpos, humano] que em sua cosmologia estabelece que qualquer teoria válida sobre o universo, tem que ser consistente com a existência do ser humano ou indo além, consistente com a existência de seres suficientemente inteligentes como para serem capazes de apreciar a Criação. Metatron é essa consciência coletiva – não como um mero coletivo de consciências físicas, mas sim de consciência das almas que estão conscientes e elevadas – no sentido de que já alcançaram um estado tal, no qual entendem com profundidade esse [algo] que os demais não entendem. Os judeus chamam isso de [ter uma segunda alma] e de [alma judaica], para simbolizar esse estado elevado da alma ou estado de [santificação] [Kadushah] [קדושה], um estado onde a consciência entende o código do universo e vive em harmonia com ele. No entendimento judaico é a vida dentro dos princípios da Torá, a bíblia judaica, que é por eles considerada como um código divino, o qual narra como Deus criou o mundo e, consequentemente, é considerado a base e fundamento do judaismo. Quando uma inteligência alcança esse estado de santificação, e digo inteligência porque quero abarcar todas as possibilidades de existência do universo, já que todos os ingredientes necessários para o surgimento da vida, tal e como a conhecemos estão presentes em todo o universo visível, ainda que seja de forma não consciente ou parcialmente consciente, o simples fato de alcançar os entendimentos do código do universo é suficiente para que essa inteligência passe para o lado das almas elevadas e seja considerada uma parte do todo que é Metatron. Enquanto haja desinteligência ou seja, enquanto os instintos sejam mais importantes para a sobrevivência do ser, que seu intelecto, esse ser sequer começou sua ascensão por essa escada, mas basta ele alcançar essa escada e começar a subir por ela, para que seja considerado membro desse clube seleto das almas elevadas. Esse é o verdadeiro significado da palavra Israel, ela é esse [algo] que o viajante deve alcançar, porque Israel é a cidade das almas que passaram a fazer parte de Metatron, elas compõem Metatron, porque juntos compõem o vaso que comporta a presença divina, a Shekiná [שכינה] dos hebreus. Esse vaso não é físico, ele é composto por essas almas, com o qual, Metatron é a união das almas elevadas, o que lhes permite estar mais próximos do Criador ou seja, permite passar para uma dimensão onde iniciam um trabalho elevado, algo que para os presentes no mundo físico ainda não pode ser compreendido. ¿Mas o que é ser [elevado]? Afinal, se esse é o caminho, eu também quero ser elevado. Ser elevado é fazer bom uso dos dons que lhe foram dados por Deus ou seja, é ser uma mente brilhante. De nada adianta vir a este mundo e ficar de braços cruzados. O caminho está no trabalho com a mente, no colocar sua mente em ação para buscar o entendimento do código do universo. Não é preciso fazer muito esforço para ver a quantidade de judeus no hall das mentes brilhantes, pessoas como Albert Einstein e 22,5% dos prêmios Nobel são judeus, e isso só ocorre pelo fato de que eles possuem esse entendimento há mais de 3000 anos, considerando que começaram com isso no Egito de Aquenáton. É mais que isso, é muito provável que esse entendimento tenha sido elaborado por eles mesmos como egípcios desde os primeiros povos sedentários do vale do Nilo, tal e como afirma o pesquisador Roger Sabbah, que postula que [Osíris] significa [Israel], o que conduz ao entendimento de que Metatron é Osíris. Esse deus e rei mítico do Antigo Egito foi afogado no Nilo, morto em uma conspiração organizada por Seth, seu irmão mais novo. O mais revelador e conectado com os entendimentos da palavra Metatron foi o desmembramento de seu corpo, que foi trazido de volta à vida pelo poder mágico de suas irmãs Ísis e Néftis. O martírio de Osíris valeu-lhe a conquista do mundo além, onde tornou-se soberano e juiz supremo das leis de Maat. Perceba como tudo está conectado com a sabedoria egípcia, pois a Cabalá é isso, é a alma que entende e conhece todos os seus aspectos individualmente e que conecta todas suas partes para formar uma alma elevada, que finalmente passa à outra dimensão. O hieróglifo do nome de Osíris é revelador nesse aspecto, pois contém três símbolos, um faraó sentado, uma escada e um olho na parte superior, simbolizando esse trabalho de elevação por uma escada para alcançar o Criador. Mas essa qualidade de mente brilhante não é exclusiva dos descendentes e portadores do conhecimento antigo, afinal 77,5% dos ganhadores dos prêmios Nobel não são judeus. ¿Mas como posso tornar-me uma mente brilhante? Simples, basta ser você mesmo, basta utilizar o que você tem de bom e trabalhar com isso, porque são seus dons e porque nossas ações são agradáveis a Deus. Sobre a Arca da Aliança estão dois anjos simbolizando Metatron e Sandalphon, sendo que o primeiro é o aspecto masculino e o segundo é o aspecto feminino, um entendimento profundamente ligado aos conceitos do Adam Kadmon. Sandalphon é a energia contrária a Metatron, portanto posso entender que há duas forças no mundo dos fenômenos, sendo que elas estão aqui para provocar os fenômenos e entre essas forças há de surgir seres tão divinos, quanto o Criador, e o que Ele espera é que consigam alcançar um estado de elevação tal, que lhes possibilite encontrar a Israel Celestial. Há entendimentos de que o limite está em alcançar esse ponto, mas gosto de acreditar que a busca nunca acaba e o objetivo é sair dessa espécie de divina matrix, mas se há como escapar dessa divina escravidão, isso levaria ao entendimento de que há um limite, e se há um limite, algo haverá além dele, com o qual o mais provável é que Deus seja inalcançável, do contrário não seria Deus. Meta [מט] [49] significa [mate, xeque-mate] e raiz [meta] de [metafísico] [מֵטָפִיסִי] ou seja, além de algo [além do físico], e Tron [טרון] [265] é um nome, com o qual Metatron significa [além do nome] e como [2+6+5=13=4] e o [4] remete aos significados da morte, indica passagem ao mundo dos mortos, revelando que Metatron representa todos os nomes de todas as almas, pois o mecanismo do universo espera que todas as almas alcancem o estado Metatron, para que assim seja criada uma nova [panconsciência] [palavra que não existe no dicionário, mas que se entende como uma consciência capaz de criar novos mundos], capaz de realizar uma nova criação, um novo universo ou seja, capaz de dar um xeque-mate na partida de xadrez que estamos todos jogando com o Criador, onde o tabuleiro é o nosso universo, ao mesmo tempo em que somos peças desse jogo e o que se espera é que nos convertamos em um jogador à altura do Criador para sermos capazes de criar outros mundos. Parece insolência, mas a ciência atual já postula de maneira factível e não inventiva, a existência de outros universos onde outras leis físicas estariam ocorrendo. Isso amplia radicalmente o conceito de Deus, como algo não limitado à criação do nosso universo, mas sim algo além, algo como um Criador de criadores de mundos, mas como Metatron vale 8, símbolo numérico do ciclo infinito, gosto de acreditar que estamos em uma escada inalcançável, onde a última fronteira será sempre o princípio de uma nova caminhada para alcançar uma nova fronteira, antes inalcançável por nossa capacidade perceptiva. Metatron vale 314 e deste número podemos extrair 3 e 14 ou seja, 3 e 5, o que conduz às letras Guimel [ג] e Hei [ה], indicando aquele que atravessa o portal das dimensões, pelos entendimentos elevados de cada uma essas letras. Mas como a gematria parece não ter esgotamento filosófico, temos Tron que vale 265 ou seja, [4], que assim como Meta vale [4], revelam o portal da letra Dalet [ד], que também está relacionado com a transição desde Chesed [חסד] ao mundo não físico, assim como temos Tron, que vale 265, do qual podemos extrair o número 26, correspondente ao nome de Deus [tetragrama] e o 5 como portal de Hei [ה] ou seja, aquela alma consciente, sábia e elevada, diante do portal dos mundos, em uma travessia que culmina na presença do Eterno.
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| © Lúcio José Patrocínio Filho |

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