O Que Significa Ser um Filósofo de Verdade Hoje?

 

O Que Significa Ser um Filósofo de Verdade Hoje?

Filosofia não é só um monte de conceitos abstratos jogados em um livro de 500 páginas para poucos entenderem. Não é um clube fechado de intelectuais debatendo em uma língua que só eles falam. Filosofia é sobre perguntar aquilo que ninguém quer perguntar e buscar respostas que podem mudar nossa forma de ver o mundo.

Luigi Lavelli, um pensador que pouca gente conhece, mas que deveria, captou essa ideia melhor do que muitos. Para ele, filosofia não era um discurso técnico cheio de palavras difíceis – era algo que precisava ser vivido, sentido e praticado. E é exatamente isso que falta na filosofia de hoje: vida.

Sabe o que acontece quando um monte de gente inteligente fica tempo demais dentro de um sistema fechado? Eles criam regras, exigem que todo mundo siga essas regras e acabam fechando as portas para qualquer pensamento que saia do que é "aceitável". Isso é o que aconteceu com a filosofia acadêmica.

Durante séculos, a filosofia foi virando uma profissão, um cargo, uma coisa que se ensina e se aprende dentro de universidades. E isso tem um lado bom – afinal, estudar os grandes pensadores é importante. Mas tem um lado péssimo: a filosofia virou um jogo de palavras, onde o objetivo não é mais entender a realidade, mas provar que você está certo dentro das regras do jogo.

Os filósofos de universidade escrevem textos que só outros filósofos entendem. Se você perguntar algo simples, tipo "o que realmente significa viver bem?", eles vão te responder com citações, argumentos técnicos e discussões intermináveis – mas raramente com algo que você possa aplicar na sua vida.

E o pior: muita gente que pensa fora desse esquema é ignorada ou desvalorizada porque "não tem formação acadêmica" ou "não segue o método correto". Lavelli via isso como o maior erro da filosofia moderna.

Se a filosofia nasceu com Sócrates, ela nasceu para incomodar. Sócrates fazia perguntas que ninguém queria responder. Ele não ficava satisfeito com respostas fáceis ou com o que a sociedade considerava verdade. E o que aconteceu com ele? Foi condenado à morte por "corromper a juventude".

Isso mostra que pensar de verdade incomoda. E é isso que a filosofia deveria fazer: nos tirar da zona de conforto, nos fazer questionar o que acreditamos e abrir caminhos para entendermos melhor a vida, nós mesmos e o mundo.

O problema é que, quando a filosofia virou algo profissional, ela começou a evitar esse papel incômodo. Em vez de desafiar o pensamento estabelecido, muitos filósofos modernos se contentaram em jogar dentro das regras, evitando fazer as perguntas realmente difíceis.

Você pode estar pensando: "Tá, mas por que eu deveria me importar com isso?". Simples: porque a maneira como pensamos define a maneira como vivemos.

Se a gente só aceita as ideias que nos dão sem questionar, estamos vivendo no piloto automático. Mas se começamos a perguntar por quê?, como?, o que mais pode haver além disso?, começamos a ver as coisas de outra maneira. Isso vale para tudo – da forma como encaramos nossas escolhas de vida até como enxergamos questões sociais e políticas.

A filosofia não deveria ser um conjunto de teorias para especialistas debaterem. Ela deveria ser uma ferramenta para qualquer um que quer viver melhor e entender a realidade de maneira mais profunda.

A solução é trazer a filosofia de volta para o mundo real. Parar de tratar o pensamento como algo reservado para acadêmicos e começar a usá-lo no dia a dia. Isso significa:

  • Fazer perguntas que importam, mesmo que sejam desconfortáveis.
  • Ler filósofos que desafiam nossa forma de pensar, e não só os que confirmam o que já acreditamos.
  • Evitar discursos vazios – se uma explicação filosófica não pode ser dita de forma simples, talvez ela não tenha tanto valor assim.
  • Valorizar quem pensa fora da caixa, em vez de só ouvir quem tem um diploma ou um título importante.

Lavelli entendia que a filosofia não deveria ser um jogo intelectual sem impacto real. Ele acreditava que o verdadeiro filósofo não é aquele que domina a teoria, mas aquele que vive de acordo com as perguntas que faz.

Se queremos que a filosofia faça sentido para nós hoje, precisamos tirá-la da torre de marfim e trazê-la de volta para onde sempre pertenceu: ao mundo real.

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