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Capítulo X - Um ano depois...

Foi um ano muito difícil para Leona. Voltou à Londres e ali terminou suas últimas pesquisas de laboratorio. Pronto regressou à Oxford e completamente solitária concluiu o curso de arqueologia. Não conseguiu encontrar seu irmão e Greg, sua alma gêmea, jamais retornara. Por algum tempo esteve algo neurótica, pensando que quizá poderia estar sendo espionada pela agência secreta para a qual Marcela trabalhava. Foram longos dias de extremo desalento ao relembrar Marcela sendo literalmente fuzilada com munição de tranquilizantes e falecendo diante de Leona que n ã o pôde fazer nada. Mais angústia ainda ao presenciar seu irmão, ainda que estando em forma de um gigantesco lobo, sendo atingido por disparos a queima roupa e outra vez não podendo ajudá-lo. Leona começou a questionar a si mesma, refletindo sobre sua capacidade de adquirir poderes pertencentes ao mundo dos Lobos. Seria por ser irmã de um ser sobrenatural? Não sei dizer se meu irmão está vivo ou morto e menos ainda sobre o parad...

Capítulo IX - Avenida Kürfürstendamm

É manhã! Berlim continua bela, e mesmo com tantas reformas e limpezas de terrenos antes proibidos pela cortina de ferro, a cidade ainda mantém seu frisson transcendente. Uma nova Berlim está surgindo depois da unificação. Ainda há neve nas calçadas e as pessoas começam a dar movimento à cidade. Ao longe toca algum solitário sino de igreja; sete badaladas sem parar. — Ai, minha cabeça dói! —  Leona tira o cabelo do rosto e tenta levantar-se . Está frio e o vento sopra com temperatura negativa. Ela levanta-se. Qualquer pessoa que passasse ao lado daquela cabina de telefone vermelha, na Avenida Kürfürstendamm, certamente veria Leona deitada ali dentro, assemelhando-se a uma mendiga. Leona respira fundo e abre a porta da cabina. Inicia uma caminhada sem destino. Descendo a nobre avenida da capital alemã, a congelada arqueóloga pouco a pouco desperta-se de um sono mal dormido.   Fogo, trevas; raios saindo de espadas épicas. Homens que se tornam monstros em um piscar de olhos, f...

Capítulo VIII - A Ashling prepara uma emboscada

Madrugada de muita neve; o vento gelado perseguindo almas. O Boeing conduz nossa arqueóloga e pousa com dificuldade, minutos antes do aeroporto ser fechado devido às péssimas condições atmosféricas. Leona segue rápida; seus pensamentos fixados em Marcela: — Cristo! Como estará Marcela? — entre a multidão, faces investigativas direcionam-lhe o olhar. A arqueóloga percebe algo, ainda pensativa. Parece estar sendo seguida: — Talvez seja melhor ir em metrô. Com tanta gente por perto, dificilmente serei atacada. Não vejo a hora de chegar ao hotel. Amanhã bem cedo tomarei o café da manh ã com Marcela. Quero chegar o mais rápido possível ao local do encontro — um choque em sua mente —. Ai! — deteve-se, apoiando-se no corrimão da escadaria da estação —. Richard não disse a hora do encontro! — segue adiante, conturbada. Alguns segundos de espera e lá estava o metrô. Soou o apito e as portas abriram-se. Leona entrou, não procurando pousadeiro. Aguardando perto da porta, percebeu a entra...

Capítulo VII - Você é o rei!

Abandonamos o metrô e seguimos rapidamente em direção à avenida mais próxima. — Marcela expressa segundos de pânico, parecendo congelar-se —. Andamos durante algum tempo procurando um hotel e mesmo com tantas circunstâncias desfavoráveis para uma escolha mais apurada, o que despenderia um tempo que no momento não dispúnhamos, acabamos por ficar no Hotel Alexander que está situado na rua Victor Hugo; um hotel três estrelas aceitável. Antes de entrarmos arrisquei um olhar ao ainda distante Arco do Triunfo, relembrando tantos momentos felizes que passei nesta cidade e agora vivíamos uma realidade completamente hostil. Claro que não tínhamos reservas para este hotel. Estávamos um pouco fora de lugar, mal arrumadas devido aos acontecimentos da noite, contudo, com um pouco de sorte conseguimos uma suíte. Minha amiga tomou um banho e foi à cama. Procurei fazer alguns curativos em seus braços que possuíam profundos e agravados cortes; Marcela com uma bolsa de gelo na cabeça. Empreguei quase to...