Capítulo VI - Os lobos-solitários aproximam-se
Aço e engenharia alemã, negro pérola como tom, detalhes em verde pastel e letras pardas brigando com o vento forte e cortante. Rompe a madrugada e a neve, seguro e fumegante; captando as luzes das cidades iluminadas. Vai! Conquiste o mundo físico, refletido no espelho cristalino que conduz ao extrafísico. Viajes por florestas e cidades sombrias, e ainda sem ver o caminho, toca a trombeta do aviso. Vai! Conduze lordes e príncipes, e sem esquecer dos mendigos, vai habitar a clausura. Vai! Monstruoso e ao mesmo tempo belo, que os loucos veneram, vai de encontro a ti mesmo, lendário e singelo. Por montanhas e abismos a locomotiva deixa Istambul, com destino a Paris. Dentro do trem há espaço de sobra, as cabinas da primeira classe estão vagas e as demais classes são capazes de instilar solidão nos olhos dos bilheteiros que por ali transitam. O silêncio sufoca; o som cálido dos vagões... Paranóia. Logo adiante, notória e demasiada, a fumaça de charutos cubanos parece não incomodar aos tr...