Capítulo II - A primeira carta

Meu relógio suíço marcava oito horas da manhã. Era uma segunda-feira ensolarada, algo incabível porque estávamos em pleno inverno, e naquele momento havia apenas uma questão a ser resolvida: o ônibus contratado para levar nosso grupo de universitários até o sítio arqueológico onde realizaríamos aulas práticas de Arqueologia Avançada partiria às nove horas em ponto e eu ainda estava nas dependências da casa de estudantes do Imperial College, uma Universidade inglesa. Desci rapidamente as intermináveis escadas, sendo interrompida pela Senhora Stanley, uma agradável anciã, adoradora de longos diálogos com os estudantes, facilmente encontrada limpando as escadas ou os corredores do prédio. Em verdade eu adoraria poder passar o dia todo filosofando sobre política internacional, assunto que ela parecia dominar com profundidade, contudo naquele momento encontrava-me de certa forma em apuros; malditos ponteiros que não paravam de girar. — Bom dia, Leona! —ela percebia meu andar apressado—. Por que tanta pressa? Atrevo-me a dizer que você está atrasada para encontrar-se com um príncipe ou algum ator famoso, desses que nos fazem perder a cabeça —risos de uma senhora idosa—. Leona não pára de descer as escadas de madeira velha, dando a volta por trás da Senhora Stanley que se encontra limpando um corredor, rapidamente iniciando a descer outra sequência de escadas. — Sim, Senhora Stanley, eu estou atrasadíssima! —lança um beijo com a mão—. Conversaremos depois, até logo! A Senhora Stanley, mesmo de relance, não pôde deixar de notar aqueles traços estranhos no semblante da estudante. Pareciam deformar sua feição, ainda que estivessem um pouco camuflados pela deformação normal de um rosto amanhecido. Leona entra em seu carro, um velho dodge não muito confiável, iniciando uma agonizante tentativa de fazer aquilo funcionar. Aproveitou para prender seus longos cabelos loiros, enquanto esperava alguns segundos até a bateria respirar, observando no espelho os seus lindos olhos azuis, com o rosto bem perto do retrovisor; seu rosto estava lindo como de costume, não apresentando os traços antes percebidos pela senhora na escada. Tentei fazê-lo funcionar com todo carinho, dedicando preciosos minutos, até não ter mais dúvida quanto à necessidade de tomar tal decisão; tomei um táxi, pois meu carro não queria pegar de maneira alguma. O trânsito estava ligeiramente tranquilo; tranquilo demais para dizer que era algo normal. Quando cheguei ao estacionamento da Universidade de Oxford, logo percebi que meu alvo, o ônibus que nos conduziria ao sítio arqueológico, estava quase saindo. — São vinte libras! —disse o motorista—. Dei-lhe o dinheiro com um profundo sentimento de perda. Peguei então minha mochila e voei. Na corrida ainda pude ouvir meus amigos gritando “Corre, Leona!” e chatices do tipo, evitáveis, mas merecidas como “Você está atrasando todo o mundo!”. Muito sol! Era surrealista ver que estávamos nas terras altas da Escócia. Aquele calor fora de época parecia um sinal de que o fim do mundo não estava tão longe. Passei a vida inteira na praia ensolarada de Copacabana, portanto aquilo era como um alívio, um presente dos deuses, mas para o restante da turma... Eles mais pareciam esquimós no Saara do que candidatos a arqueólogos ingleses. Eu observava Marcela, minha amiga de cursinho de quando ainda vivíamos no bairro do Leblon no Rio de Janeiro e sorriamos muito da situação em que passavam os gélidos ingleses. Jamais esquecerei esse dia, pois eu nunca encontrara antes um fóssil tão grande em minhas aulas práticas de arqueologia; nove polegadas. 

A semana foi daquelas, com muita matéria lançada e pesquisas colossais. Mal podíamos esperar o final da última aula da semana, quando podíamos finalmente ir descansar em nossos apartamentos. Estávamos vivendo temporariamente no Imperial College, em Londres, porque teríamos que realizar umas pesquisas e para nós duas era melhor estar em Londres ao lado dos laboratórios que a universidade nos havia indicado. Naquela sexta-feira saímos de Oxford e fomos direto ao apartamento de Marcela. Tomei uma ducha rápida e Marcela também, apesar de seus apaixonados e demorados banhos. Minha amiga quase sempre necessitava de ajuda na hora de estudar e então resolvemos estudar antropologia, o que durou até as quatro horas da manhã quando a fome tornou-se incontrolável. — Não posso mais ver esses livros na minha frente! —lança um livro marrom, negro pelo tempo, em direção à cama. — Perdoa-me amiga, quanto mais estudo, mais eu quero aprender! —sentada sobre um tapete roxo e apoiando as costas na cama, Leona retira seus óculos e faz uma cara meio reprovadora—. Esses livros são fantásticos! — Eu sei que você come arqueologia, mas a verdade é que agora estou com outro tipo de fome. Agente poderia deixar a “Antropologia do Século XX” para amanhã. 

Apanhamos nossas bolsas e seguimos direto ao restaurante que estivesse mais perto e que evidentemente estivesse aberto. Meu velho dodge, carro que adorava, deu partida sem esforço, afinal o calor era eminente. Sorrimos muito ao não conseguir esconder nossas caras de felicidade quando o carro deu partida na primeira tentativa. Quase sempre jogávamos a sorte com uma moeda para saber quem empurraria. — Dois sanduíches de frango e batatas grandes. Ah! Uma batida de morango, por favor —. Marcela estava faminta. — Um sanduíche de pescado, batatas pequenas e um refrigerante —Leona nunca comia muito—. Muito obrigada!—. Sentamos no segundo piso e lanchamos calmamente. — Leona o que faremos neste fim-de-semana? —quase sempre passávamos os feriados e fins-de-semana estudando, assim mesmo resolvi perguntar para ver se minha amiga mudaria de idéia pelo menos uma vez na vida. 

Com aparência delgada e sana, vestido com terno e capa escuros e certamente de alguma marca famosa, de cavanhaque bem aparado e portador de misteriosos olhos azuis, entra no salão e senta-se em uma mesa não muito distante de Leona e Marcela. Apenas bebe, enquanto lê seu jornal. Pela primeira vez eu mencionava seu nome, desde que sumira misteriosamente em um cruzeiro com nossa família em Angra dos Reis, um ano antes de minha vinda à Londres. Leona sente um estranho e familiar odor. Expressando profunda agonia sussurra, liberando todo o ar dos pulmões: — Richard! —apenas Marcela escutou-me, entretanto o desconhecido olhou-me de relance, como quem quer disfarçar o olhar. Obviamente Marcela observou-me desconfiada e fui logo tratando de desviar o assunto—. Não sei! Talvez devêssemos abdicar das farras e estudar mais. Afinal este é nosso último ano acadêmico e temos muitas chances de participar na expedição à China. O que você acha? Marcela apenas faz um gesto positivo com a cabeça, ao mesmo tempo em que Josh Evan, o cara mais gato e culto de nossa turma, simplesmente entra no salão. Ele nunca foi metido e cumprimentou as duas, prontamente apoderando-se da cadeira que estava sobrando em nossa mesa. Marcela, apaixonadíssima, apenas disse: 

— Olá Evan! 

— Olá Marcela —uma voz encantadora acompanhada de um sorriso encantador—. Engraçado, acho “Marcela” um nome lindo! Marcela, lógico, engasga com o refrigerante, dizendo: 

— Legal! Obrigada! Josh Evan também é um nome lindo e... Parece um nome para pessoas especiais! 

Fui tratando logo de jogar lenha na fogueira: 

— Gente, acho que está pintando um clima romântico por aqui —e desprendi um sorriso aprovador—. 

Leona parecia não perceber os olhares suspeitos, lançados por Evan, sempre observando Leona e Marcela. Dava ares de saber algo mais; misteriosos olhares sempre presentes na personalidade de Evan. Estivemos conversando por quase uma hora, quando Evan decidiu levá-la ao apartamento. Eu disse que seria ótimo, considerando que já era madrugada e eu estava cansada. Claro que era tudo mentira, nós duas quase não tínhamos sono, sem mencionar que o apartamento de Marcela era ao lado do meu. Despedimo-nos na saída e os dois entraram no jaguar preto de Josh. Marcela acenou pela janela, despedindo-se: 

— Vejo você pela manhã, Leona! 

Entrei em meu dodge e percebi que o homem estranho caminhava em direção à rua. Caminhou tranquilamente e foi afastando-se, dando a impressão de que não me faria dano algum. Fiquei algo preocupada, até deixei cair o chaveiro no chão do carro e nesse momento alguém bateu na janela pelo lado de fora. Um susto. Era um funcionário do restaurante chamando minha atenção por algo que ele levava em mãos. Abri a janela ainda assustada e escutei o que ele tinha a dizer: 

— Perdão por dar-te um susto de morte. Somente queria entregar-te esta jaqueta que sua amiga esqueceu na cadeira do restaurante. Com esse calor em pleno inverno é fácil esquecer de abrigar-se. 

— Muito obrigada. Você foi muito amável

Tratei logo de sair do local, já com o sol despertando-se no horizonte. Eu caminhava a passos largos, encontrava-me quase alcançando a portaria. Evidente que percebi algo grande seguindo meus passos. A iluminação pública não era das melhores e isso despertava em mim uma certa preocupação. Além daquela escuridão, ainda havia uma importuna luz que não parava de piscar no poste da esquina, gerando um ruído de curto-circuito. Fiz um esforço terrível para não olhar para trás, mesmo sentindo a aproximação do desconhecido. Não resisti e olhei; estava demasiado escuro e apenas podia ver algo muito grande e apressado, nitidamente tentando alcançar-me. Esperei alguns segundos olhando, tentando identificar se era alguém conhecido, mas naquele instante meu instinto falava mais alto, e comecei a correr. Aquela voz quase masculina pedindo-me para parar, de grandes seios e um corpo do tamanho de um armário, estava vindo em minha direção. Continuei caminhando rumo a portaria, mas perdi algum tempo tentando encontrar o cartão magnético para poder abrir a maldita porta. Era a chefe de segurança da casa de estudantes. 

— Leona, ouça-me! Como sei que você é uma estudante exemplar, tenho certeza de que posso esquecer que vi você chegando de madrugada —soltou uma gargalhada atinada—. Bom —sacou do bolso um envelope—, um homem alto e bem vestido deixou esta carta para você. 

Peguei a carta já aliviada, pensando que levaria uma bela bronca pela hora que cheguei. Por alguns segundos fiquei intrigada. — Como era esse homem? —suas palavras soavam misteriosas. Subi as emaranhadas escadas e fui ao quarto, despencando na cama de tal modo que sequer ouvi a porta de meu quarto fechar. Não posso reclamar da vida. Durante a minha juventude sempre estudei nos melhores colégios e nunca me envolvi com drogas ou coisas deste tipo. Sempre quis estudar arqueologia e sempre consegui o que quis. Estudar em Oxford não foi minha conquista mais difícil. Difícil mesmo foi superar a perda de meu irmão, o que custou um longo período de minha vida. Ele era daqueles garotos espertos, surfista, malandro, adorava ir à praia para divertir-se e arrebanhar umas gatinhas para sua lista infindável de conquistas. Um lixo! Apesar de suas estranhas manias eu gostava dele. Não comentava nada, mas em realidade o achava estranho. Ele adorava ir acampar, se sentindo em casa quando na floresta, até entrou para um Grupo de Escoteiros, logo abandonando por causa das incompatibilidades com os colegas; outra coisa estranha em seu caráter. Brigava muito e quando ficava nervoso seu rosto parecia estar desfigurado, como se tivesse levado vários socos, mas não prestávamos muita atenção nisto. Quando éramos mais jovens nossos pais levava-nos para dar um passeio na Floresta da Tijuca e eu sentia que ali ele ganhava uma paz de espírito. Essa mesma paz era percebida nos momentos em que montava e desmontava seus kits de eletrônica. Mas a verdade é que ele se foi e nunca mais esquecerei sua frase preferida: “No espelho vejo as dunas, mas não me vejo!” Aquela noite chuvosa no iate de minha tia Sarah, quando presenciei meu irmão sendo consumido pelo mar e a escuridão, parece uma foto de tons cinza em minha mente entristecida. Superei sim, toda aquela falta; aquele sentimento de perda. Parece até que fiquei meio neurótica porque no fundo do meu coração tenho às vezes a certeza de que ele ainda vive. Corri ao meu quarto e chorei, inconsolável; minha mãe batendo na porta. — Leona! Leona! —parecia que a porta iria cair—. Leona, acorde! Abri a porta e era ela, minha adorável amiga Marcela. 

— Mas como você conseguiu dormir tanto? São onze horas da manhã e já deveríamos estar na biblioteca. 

Ainda meio sonâmbula agarrei seu braço, puxando-a rumo a cama e perguntando: 

— E o Josh? Vocês pareciam dois pombinhos. 

— Ai... Foi tão especial! Acho que pode significar algo mais sério. 

Apesar de ter passado a noite toda sonhando com meu irmão, naquele momento deixei um pouco de lado as minhas neuroses e demos boas gargalhadas. Uma hora depois, na biblioteca... 

— Você tem um batom para emprestar-me? —Marcela sempre esquecia suas coisas. 

— Está na mochila, pegue-o você mesma —risos. 

Marcela lançou seu corpo sobre a grande e centenária mesa de mogno, agarrando a mochila que estava junto com as coisas de Leona. Procurou por alguns segundos, até que sua mão tocou algo mais interessante e que definitivamente não era um batom. 

— Ah! Não acredito! Uma carta de um admirador secreto. Claro, porque não tem nenhum nome escrito! 

— Marcela! —arregalou seus brilhantes olhos, olhando a carta fixamente—. A chefe de segurança deu-me esta carta e eu nem tive a curiosidade de abrir. Vamos, dê-me! Veremos quem baba por nós! 

Querida irmã: Ajude-me! Preciso de você! 
Ps: No espelho vejo as dunas, mas não me vejo!
Richard Brid

Domingo ensolarado; tranquilidade e paz na floresta da Tijuca. Papai mal parava o carro e saíamos correndo em direção à floresta. Foram momentos felizes de minha infância. Brenda Brid, mãe sempre preocupada, gritava e sorria: 

— Leona, Richard, esperem seus pais! 

— Vamos Leona, vamos ver quem chega naquela árvore primeiro! —Richard adorava um desafio. — Um, dois, três e já! 

Os irmãos Brid gostavam de correr e estavam sempre juntos. Mesmo nas situações mais delicadas, onde a maioria dos jovens soluciona suas diferenças com violência, geralmente um simples acordo verbal era o suficiente. Steven, escocês, marido de Brenda, no passado havia participado em uma expedição arqueológica no Amazonas, com o objetivo de realizar um documentário sobre tribos indígenas da América do Sul. Ao final da expedição, vindo passar uns dias na cidade maravilhosa, apaixonou-se por uma incrível garota de Ipanema por quem jurou amor eterno. Brenda era filha de um milionário casal francês; falecidos avós, nunca vistos por Leona e Richard. Ela jamais vira seu sogro e mulher. Steven dizia que eles viviam em um lindo rancho nas terras altas da Escócia, mas nunca entrou em contato com eles. Era sempre promessa distante uma visita aos escoceses. Por que tanto mistério na vida de Steven? O que faziam Steven e seu filho em suas infindáveis viagens pelo interior do estado, sempre indo acampar, escalar ou pescar? Noite fria e nebulosa. Brenda pediu várias vezes, mas seu marido não queria deixar a viagem para a manhã do dia seguinte. A maré estava comportada, contrastando com o céu que mais parecia que desabaria o mundo em nossas cabeças, tal era a movimentação de pesadas nuvens. Alguém dava ares de estar segurando a tempestade durante o percurso até Angra dos Reis, até que de repente ela caiu! Papai gritando a meu irmão na proa: — Richard, não! Richard... Ainda não é a hora! Nunca entendi aquelas palavras de papai e ele jamais tocou no assunto com nossa família. Aquele momento foi trágico e senti uma enorme impotência, vendo meu irmão envolvido pelas ondas do mar e não podendo fazer nada para salvá-lo. Papai realizou uma manobra arriscada na tentativa de aproximar-se, mas o barco não suportava a força do vento e das ondas. Em prantos, desci ao banheiro enquanto meu pai tentava encontrá-lo. Molhei o rosto. Levantei a cabeça, visualizando uma mensagem escrita com meu batom no espelho: “No espelho vejo as dunas, mas não me vejo!”. 

— Leona, você tem que parar com essa tristeza! Faz uma semana que chora sem parar. Não come, não sai desse quarto. Escuta, se você não sair comigo hoje, eu juro que não volto mais aqui! Então? —mexi com a cabeça, ainda deitada na cama—. Eu ouvi um sim? —nos abraçamos e fui tomar banho, dizendo: 

— Quero que saiba de tudo! 

Nosso bar favorito não estava tão lotado quanto costuma ficar no verão, afinal era inverno. Escolhemos uma mesa mais ao fundo e contei a ela toda a minha história. 

— A guarda costeira procurou seu corpo por duas semanas e depois desistiram. Nunca mais tocamos no assunto, porque queríamos esquecer aquele dia. É por isso que jamais falei sobre ele para você. 

Marcela procura entender e ligar os fatos, demonstrando estar extremamente curiosa: 

— Está bem! As coisas ainda estão um pouco confusas aqui em minha cabeça —tomou um pouco de cerveja—. O que tem haver seu irmão com aquela carta? 

— Meu irmão falava-me continuamente uma frase —peguei o copo de whisky e fiquei girando, olhando o líquido movendo-se junto ao gelo. Seus olhos intumesceram-se e refletiam as luzes como jamais se havia visto; lágrimas: — No espelho vejo as dunas, mas não me vejo —lágrimas. 

— Então parece que você estava certa! —olhou bem em meus olhos—. Ele está vivo! 

— Essa é a questão. Não tenho certeza de que Richard falava a outras pessoas sobre esse assunto. Pode ser brincadeira de mau gosto de um babaca qualquer. 

Marcela interrompe a conversa, parecendo recordar de algum fato em concreto. 

— Richard! Não foi este o nome que você citou no restaurante, quando um estranho aproximou-se? 

— Quando aquele homem aproximou-se eu senti um cheiro. 

— De cachorro? —Marcela também sentira. 

— Lobo! Era cheiro de lobo. Meu irmão adorava ir ao zoológico e sempre chegava em casa com cheiro de lobo —um silêncio—. Ai meu Deus! —quase chorando—. O cheiro era idêntico! Eu podia jurar que era ele. — E se era ele mesmo, por que não se apresentou para nós? Claro que se fosse ele, não estaria ali por mera coincidência —segundos de silêncio—. 

— Leona pensou por alguns segundos:

— Eu aposto que ele estava investigando; seguindo nossos passos. Mas por que será? Um garçom aproxima-se, abordando-as com educação: 

— Perdão, seu nome é Leona Brid? 

Olhei assustada para Marcela e respondi: — Sim! —voltando a mirar o garçom. 

— A pouco um senhor pediu que entregasse isto para a senhorita —recebi então algo que mudaria toda a minha vida.

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