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Capítulo XII - A maldição dos Zhoukoudians

Leona segue rumo à caverna procurando desviar-se do rancho; não quer ser vista por ninguém. Ao chegar diante da entrada, acaba surpreendida pelos espeleologistas que preparam os equipamentos de segurança. Ela e seus novos companheiros ocultam-se atrás de algumas pedras, esperando para ver se eles saem do local. — São apenas alguns humanos indefesos. Matamos os três e entramos? — Ficou maluco? São meus amigos! Como seu nome pode ser Coração de Lobo se você não tem coração? — os dois começam a rir. — Ganhei esse nome depois que arranquei o coração de um Lobo corrompido pela Destruição! — faz um gesto com as mãos —. Arranquei-lhe o coração com minhas próprias garras. Continuam ocultos pela neve, esperando uma oportunidade para entrar; Leona não acreditando na história: — Que horror! Isso não pode ser verdade! — ela observa algo distante, ao mesmo tempo duvidando do Lobo. — O que você está vendo? — Lixo Selvagem está preocupado. — Não é nada grave, simplesmente estão todos su...

Capítulo XI - Somos apenas espíritos de luz!

Tudo preparado para realizar a primeira expedição à garganta da caverna. Lu-Xinzhi disse que com um pouco de sorte não demoraríamos muito em chegar. Era um caminho sinuoso, entre montanhas; impossível acessar em qualquer veículo. Mochilas nas costas e seguimos pela trilha a pé, enfrentando uma caminhada que durou mais de cinco horas. Chuan-Chuan mostrava-se especialmente feliz, afinal aquele momento poderia significar o encontro do elo perdido na evolução humana. Acostumada com as enormes cavernas do Brasil, não poderia afirmar que aquela entrada fosse uma verdadeira garganta. Jordi e Alberto trataram logo de fazer a medição, registrando todos os dados em um computador portátil. «Três metros de largura!» Disse Alberto. Em verdade esse tamanho n ã o era esperado. Miguel surge de dentro da caverna portando algum equipamento de medição, depois de estar metido ali por mais de vinte minutos. — Essa deve ser a única entrada. Não há ventilação e a quantidade de oxigênio está muito abaixo ...

Capítulo X - Um ano depois...

Foi um ano muito difícil para Leona. Voltou à Londres e ali terminou suas últimas pesquisas de laboratorio. Pronto regressou à Oxford e completamente solitária concluiu o curso de arqueologia. Não conseguiu encontrar seu irmão e Greg, sua alma gêmea, jamais retornara. Por algum tempo esteve algo neurótica, pensando que quizá poderia estar sendo espionada pela agência secreta para a qual Marcela trabalhava. Foram longos dias de extremo desalento ao relembrar Marcela sendo literalmente fuzilada com munição de tranquilizantes e falecendo diante de Leona que n ã o pôde fazer nada. Mais angústia ainda ao presenciar seu irmão, ainda que estando em forma de um gigantesco lobo, sendo atingido por disparos a queima roupa e outra vez não podendo ajudá-lo. Leona começou a questionar a si mesma, refletindo sobre sua capacidade de adquirir poderes pertencentes ao mundo dos Lobos. Seria por ser irmã de um ser sobrenatural? Não sei dizer se meu irmão está vivo ou morto e menos ainda sobre o parad...

Capítulo IX - Avenida Kürfürstendamm

É manhã! Berlim continua bela, e mesmo com tantas reformas e limpezas de terrenos antes proibidos pela cortina de ferro, a cidade ainda mantém seu frisson transcendente. Uma nova Berlim está surgindo depois da unificação. Ainda há neve nas calçadas e as pessoas começam a dar movimento à cidade. Ao longe toca algum solitário sino de igreja; sete badaladas sem parar. — Ai, minha cabeça dói! —  Leona tira o cabelo do rosto e tenta levantar-se . Está frio e o vento sopra com temperatura negativa. Ela levanta-se. Qualquer pessoa que passasse ao lado daquela cabina de telefone vermelha, na Avenida Kürfürstendamm, certamente veria Leona deitada ali dentro, assemelhando-se a uma mendiga. Leona respira fundo e abre a porta da cabina. Inicia uma caminhada sem destino. Descendo a nobre avenida da capital alemã, a congelada arqueóloga pouco a pouco desperta-se de um sono mal dormido.   Fogo, trevas; raios saindo de espadas épicas. Homens que se tornam monstros em um piscar de olhos, f...

Capítulo VIII - A Ashling prepara uma emboscada

Madrugada de muita neve; o vento gelado perseguindo almas. O Boeing conduz nossa arqueóloga e pousa com dificuldade, minutos antes do aeroporto ser fechado devido às péssimas condições atmosféricas. Leona segue rápida; seus pensamentos fixados em Marcela: — Cristo! Como estará Marcela? — entre a multidão, faces investigativas direcionam-lhe o olhar. A arqueóloga percebe algo, ainda pensativa. Parece estar sendo seguida: — Talvez seja melhor ir em metrô. Com tanta gente por perto, dificilmente serei atacada. Não vejo a hora de chegar ao hotel. Amanhã bem cedo tomarei o café da manh ã com Marcela. Quero chegar o mais rápido possível ao local do encontro — um choque em sua mente —. Ai! — deteve-se, apoiando-se no corrimão da escadaria da estação —. Richard não disse a hora do encontro! — segue adiante, conturbada. Alguns segundos de espera e lá estava o metrô. Soou o apito e as portas abriram-se. Leona entrou, não procurando pousadeiro. Aguardando perto da porta, percebeu a entra...