Segredos do Êxodo [Prólogo]. Por Sabbah, Roger.
Segredos do Êxodo [Prólogo].
Por Sabbah, Roger.
Tradução: Lúcio José Patrocínio Filho:.
Publicação autorizada pelo escritor.
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Sigmund Freud especulou que Moisés não foi um Hebreu, mas sim um egípcio. No tempo de Freud esta ideia irritou algum que outro detrator. Contudo, com o passar das décadas, o conceito de Freud foi entrando na consciência do pensamento Ocidental, até que no começo do milênio, deixou de ser irritante. Agora, sessenta anos depois da tese de Freud, dois pesquisadores Judeus ortodoxos franceses resolveram aprofundar o assunto. Depois de vinte anos de pesquisa, eles descobriram não somente que Moisés não era Hebreu, mas que o Patriarca Abraão também não. Ambos eram egípcios e não eram só egípcios; eles eram de fato faraós. Ao retratar a história do monoteísmo, os pesquisadores flertaram com contos de traição, assassinato, fanatismo, duplicidade, romance e poder naquele grande reino que perdurou por milênios no Vale do Nilo. Quando eles mergulharam no fundo dos recentes descobrimentos históricos e arqueológicos, descobriram que os Hebreus nunca foram escravos e que o “Povo Escolhido” era composto pelos habitantes da cidade sagrada de Aquetaton [mais conhecida por: Amarna, El Amarna ou Tell el-Amarna]. Messod e Roger Sabbah desenterraram a origem do alfabeto Hebraico através dos hieróglifos egípcios. Eles demonstraram que o Livro do Gênesis reproduz a cosmologia egípcia. Eles mostraram como os personagens “históricos” do Velho Testamento – Abraão, Moisés, Aarão, José, Sara e Labão – representam nomes e títulos egípcios. Apresentam evidências de que Abraão foi o faraó Aquenáton e que Moisés foi Ramsés I. Em seus descobrimentos, Sara e Nefertiti são a mesma pessoa. Esses estonteantes descobrimentos foram publicados em francês no livro intitulado Les Secrets de L’Exode, o que provocou que estivessem restritos aos que sabem ler em francês. Os tradutores tentaram disponibilizar aos leitores em idioma inglês não somente os descobrimentos dos pesquisadores franceses, mas também as pronúncias dos deuses e povos egípcios. Também fizeram modificações no sistema de datação original em francês, porque os egiptólogos franceses especulam as datas dos reinados dos faraós de uma forma distinta de seus colegas egiptólogos da língua inglesa. As diferenças são algo em torno a poucos anos e se comparadas à duração de quatro mil anos da história do Antigo Egito é uma variação desprezível. Assim mesmo, para leitores em língua inglesa, as datas foram escolhidas em geral de acordo com os escritores que tratam do Egito Antigo em língua inglesa. Os franceses estão acostumados a ver os nomes egípcios escritos de uma forma, já os ingleses de outra. Então foi escolhida a forma inglesa de pronunciar os nomes. Já nessa tradução ao português, os tradutores buscaram ser fiéis à versão inglesa, mas procurando traduzir ao idioma português os nomes mais conhecidos e usuais para facilitar o entendimento. A tradução inglesa do livro está organizada de forma distinta da francesa. O material histórico foi separado dos estudos linguístico-culturais, os quais são apresentados nos capítulos finais. A tradução ao português segue o mesmo procedimento. Portanto, seja bem-vindo a toda esta nova visão dos Livros do Gênesis e Êxodo e à intrigante história por trás da história. Tradutores ao Inglês: ART AND LOIS BANTA Tradução ao Português: Lúcio José Patrocínio Filho. Com autorização de publicação nas notas do facebook pelo autor do livro Roger Sabbah. Merci, cher ami. Nota da tradução ao português: No intuito de preservar uma tradução coerente com o idioma português, as passagens bíblicas hebraicas (Torá) foram traduzidas com base no livro: A Lei de Moisés-Torá, Editora Sêfer. ☥ ☥ ☥ Deuses, Povos e Lugares Como os escritos egípcios não contêm vogais, há alternativas para soletrar os diversos nomes dos faraós, deuses e lugares. Os tradutores buscaram soletrar de acordo com o que é encontrado nos livros do mesmo tipo em inglês e consequentemente em português. Segue link com uma lista de nomes escolhidos e suas possibilidades. Algumas datas são aproximadas, pela dificuldade de comprovação histórica. ☥ ☥ ☥ Prólogo O segundo livro da Bíblia, o Livro do Êxodo, narra a história de como 600.000 homens escravos, seguidos por uma “grande multidão”, incluindo suas esposas e filhos, foram do Egito à Canaã. No total, algo em torno a dois milhões de pessoas – homens, mulheres, além de outra “multidão” – foram reportadas por terem realizado a travessia. Esse número representa aproximadamente a mesma população existente em todo o Egito no mesmo período. Supostamente esses escravos estiveram 430 anos no Egito (Êxodo 12:40-41) antes de perpetrar a grande escapada. Como prelúdio de sua escapada da escravidão, dez terríveis pragas infestaram o Egito, incluindo uma que matou os primogênitos de cada família Egípcia. Os escravos e a “multidão”, trilharam sua escapada caminhando entre as águas do Mar Vermelho. Para um evento de tal magnitude que tenha ocorrido no Egito, registro algum há, fora dos escritos bíblicos, que certifique que tal evento houvesse ocorrido. O Antigo Egito deixou um legado de grande registro histórico. Arqueólogos verteram luz adicional ao nosso conhecimento sobre o berço da civilização. Assim mesmo, nenhuma pesquisa foi capaz de encontrar provas da existência do êxodo. Não há uma simples referência a qualquer grupo de povos chamados de “hebreus”. ¿Seria possível que uma enorme horda de pessoas, escravos residentes no país por centenas de anos, os quais trouxeram terríveis pragas à terra e escaparam abrindo as águas do Mar Vermelho não terem deixado para trás rastro histórico ou arqueológico algum? Esse quebra-cabeça tem aborrecido historiadores e arqueólogos desde o século XIX, quando o Egiptólogo francês, Champollion, decifrou o alfabeto hieróglifo que registrou a história do Egito. A pergunta que tem resistido centenas de anos ainda persiste: ¿O Êxodo dos Hebreus é lenda ou história? Por outro lado, a história e a arqueologia egípcia parece reportar um êxodo importante, o qual ocorreu aproximadamente no ano 1344 a.C.. A população de uma cidade inteira – a capital do Egito nesse período, Aquetaton – partiu do Egito para assentar-se na província egípcia de Canaã. O povo que levou a cabo essa estonteante jornada era monoteísta, acreditavam no Deus Único. Eles abandonaram as terras politeístas do Egito em um êxodo muito bem registrado na história egípcia e verificado pelos arqueólogos modernos. ¿Poderia então o êxodo histórico ter provido as bases para a escritura do Livro do Êxodo bíblico? Essa é a pergunta colocada neste livro. Por vinte anos os autores estudaram as evidências que a história e a arqueologia apresentam. Esse estudo está apresentado nas páginas que seguem. |
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| © Lúcio José Patrocínio Filho. |

Excelente encontrar esse material. Sou fascinada pela história antiga dos egípcios e tb do êxodo bíblico.
ResponderExcluirÉ um excelente livro. Foram 10 anos de investigações pelos irmãos Sabbah no Egito. Na medida do possível estou traduzindo e publicando aqui. Fique de olho ;)
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