¿Quem é você? Bárbara Patrocínio Avelino.
¿Quem é você? Bárbara Patrocínio Avelino.
Por Lúcio José Patrocínio Filho:.
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Bárbara Patrocínio Avelino
Bárbara
[b] [2] Bet
2+1+18+2+1+18+1=43=7 Zayin
Patrocínio 16+1+20+18+15+3+9+14+9+15=120=3 Gimel
Avelino
L=12=3 Gimel
1+22+5+12+9+14+15=78=15=6 Vav
Nome divino Oculto. Ili [El+Al+El]
ילי Nome divino Revelado. Ach (Al+Rá+Al) אכא Nome divino oculto, regido por Bet. Yabvi (El+El) יבי Nome divino revelado, regido por Bet. Aba (Al+Al) אבא [Pai]
É interessante ver como as palavras interferem na vida das pessoas. São como mantras, que se repetem ao longo da vida, e como fontes de vibração, penetram nossos corpos e moldam nosso ser. Os nomes são como palavras mágicas, feitiços ou códigos, recitados todos os dias de nossas vidas, e de tanta presença, torna-se impossível, que algo de seus significados não acabe refletido em nossa personalidade. Até o fato de colocar-se a estudar uma determinada palavra ou um nome, afeta aquele que a está estudando, e quanto mais tempo e empenho em descobrir seus segredos, seus significados, mais afetará a mente e a alma do observador. Sempre que estudo uma nova palavra, um mundo de significâncias, comprova que não somos insignificantes, porque tudo, absolutamente tudo nesse mundo é fenômeno, que ocorre pela vontade do Criador. No princípio somente havia o Nada absoluto, que era Deus, e não havia espaço para mais nada. De pronto ocorre a Criação, e Aquilo que era Uno, gerou a multiplicidade do espaço-tempo e da matéria. O número 2, torna-se aqui fundamental no processo de criação, pois um designer não desenhará rabisco algum, se não começar por um ponto, que liga a outro ponto e logo a outro, até alcançar as formas imaginadas em sua mente. Deus é como um arquiteto. Projetou a arquitetura do universo, desde a unidade, até a multiplicidade, mas sem deixar de ser o Tudo, porque se sua criação fosse algo além Dele, então Ele não seria Deus, com o qual é lógico afirmar que sua obra arquitetônica, seu desenho universal, também é Ele. Assim são os criativos, imaginam possibilidades, formas, soluções, para logo materializarem suas criações, mas em tudo o que realizarem nesse mundo estará contido parte de si mesmos. Bárbara é um nome ímpar e essa qualidade permite uma transcendência, algo que nos nomes pares não se manifesta, porque ao conter um número ímpar de letras, permite gerar uma espécie de vórtice, uma concentração de energia em uma única fonte de significados. É como uma semiótica divina, uma metafísica reservada para pessoas especiais. Deus restringiu seu poder para abrir espaço para sua criação, mas ao mesmo tempo sua criação continua sendo Ele, e assim são essas pessoas especiais, restringem seu poder para centrar toda sua energia nas coisas que lhes realmente importam. Essa é a razão de Bárbara ter como nome divino mais importante Ili [ילי], o qual é seu nome divino Oculto, e não Ach [אכא], o qual é seu nome divino Revelado. Seu número está na letra [b] de Bár[b]ara, que vale 2 e em hebraico é a Bet [ב]. Não quero ser simplório, adentrando nos significados mais simples do número 2, cada um que investigue o que ele significa, porque quero deixar aqui relatado o que esse símbolo oculto pode ter de significados para Bárbara, e como sei que ela é uma pessoa criativa, como seu próprio nome lhe delata, devo ir além da Gestalt, devo deixar as maçãs de abaixo para os demais e devo esforçar-me mais para alcançar aquelas maçãs mais maduras e vermelhas, aquelas que estão inalcançáveis no topo dessa árvore filosófica. Além do mais, já é bastante revelador o seu nome divino Revelado, Aba [אבא], que significa Pai, pelo qual não preciso explicar a dualidade que você tem com seu pai, suas profundas conexões, tanto no mundo de acima, quanto no mundo de abaixo. Isso fica dentro de você, não precisa ser revelado. Então permita-se fazer uma viagem. Deixe-se levar pelos sussurros de suas palavras. Há um deserto de ideias, um vazio de areia, um sol escaldante e uma casa abandonada em um oásis de sabedoria, cercado de nada por todos os lados. Infindáveis dunas, que se perdem em um horizonte de 360º, ora vejo o céu e as areias do deserto, ora vejo um horizonte que se distorce como uma miragem. Ora vejo a mim mesmo cegada por um tecido de linho negro, ora não vejo mais nada. ¿Quem era aquela casa? ¿Mas por que não consigo ver mais nada?, cegada pelas luzes que me rodeiam; uma Yud [י] pela esquerda e outra Yud [י] pela direita, que como vórtices de luzes multicoloridas, tentam minha vontade, nublam minha visão e distorcem meu caminho, como se algo quisesse evitar meu avanço rumo ao meu propósito divino, forçando-me a aceitar as esmolas do mundo dos normais, como se as miragens pudessem alimentar a minha casa, mas com os olhos vendados no meio do deserto, gritei: “¡Sou Bet [ב]!, aquela que inicia a história do mundo e dos homens, aquela que é como uma casa feita por duas pessoas, uma dentro da outra, como uma mãe e sua filha que está prestes a nascer. Sou o útero da criação, o qual tem sua porta aberta para deixar sair tudo aquilo que eu criei, crio e vou criar na minha existência, mas sei que devo deixar a porta aberta, devo deixar o mal entrar em minhas entranhas, para transformá-lo, transmutando-o em algo que eu sei que é o meu belo.” Todos estamos limitados por nossas aparências. Minhas luzes visíveis são como véus iluminados, movendo-se por um vento quente e seco, regido pela força das Alefs, uma Alef [א] atraindo os tolos pela minha direita e outra Alef [א] atraindo os invejosos pela minha esquerda, mas nenhum deles é capaz de ver o quão difícil será minha travessia, não conseguem ver o meu caminho real, e por isso somente lhes resta adorar meu Eu Inferior, porque meu Eu Superior está oculto atrás das luzes da santidade, pois são como guardiões, como querubins, protegendo-me, ainda que em alguns momentos pense que são como demônios surgindo das trevas, como basiliscos emergindo de dentro dos despenhadeiros de Lamed [ל], secando as ervas que decoram meu caminho, detendo a minha prosperidade e tentando cegar minha alma. Bárbara, há sim algo que lhe protege e que lhe ilumina, algo que lhe coloca nas nuvens, como anjos espiando a humanidade, mas esse algo não é seu, não nasce de você, ainda que lhe acompanhe em sua travessia pelo sendeiro de Lamed [ל]. Utilize essas luzes que iluminam seu caminho e avance para alcançar sua própria luz para que assim possa encontrar a sua liberdade. Aproveite para produzir suas próprias chispas, enquanto todos pensam que você está armada com uma poderosa espada prateada, a espada de Zayin [ז], mas flamejante como Lamed [ל]. Como você é Bet [ב], você é capaz de criar qualquer coisa que você quiser, porque você possui todo o código divino. Quando Deus criou as letras, todas elas se prontificaram para ser a primeira do alfabeto, contudo, Deus escolheu somente uma. ¿Mas por que? ¿Por que Ele escolheu a Alef [א]? Enquanto todas se prontificaram a ser a primeira letra, Alef [א] permaneceu em seu lugar sem apresentar-se. Então disse o Santo, Bendito Seja Seu Nome: – Alef [א], Alef [א], ¿por que não vens tu adiante de Mim como as demais letras? Ela contestou: – Porque vejo a todas as outras letras abandonando Vossa presença sem êxito algum. ¿Que posso, então, lograr eu? E, ademais, desde que o Senhor adotou a letra Bet [ב] com este grande dom, não é adequado para o Rei Supremo retirar o dom que já fez à Sua servidora e outorgá-lo à outra. O Senhor lhe disse: – Alef [א], Alef [א], ainda que começarei a criação do mundo com a Bet [ב], tu serás a primeira das letras. Minha unidade só se expressará através de ti, sobre ti serão baseados todos os cálculos e operações do mundo, e a unidade somente será expressada pela letra Alef [א]. Então o Santo, Bendito Seja Seu Nome, fez letras do mundo superior de um modelo grande e letras do mundo inferior de um modelo pequeno. Por isso temos duas palavras que começam com Bet no Genesis 1:1 [Bereschit bará] [בְּרֵאשִׁית בָּרָא] e logo duas palavras que começam com Alef [א] [Elohim Et] [אֱלֹהִים אֵת]. Elas representam as letras do mundo superior e as letras do mundo inferior, as quais, duas operam acima e abaixo, juntas e como uma. Quando Deus escolheu Alef [א] como sua letra inicial de seu código divino –o alfabeto hebraico com o qual a Torá foi escrita e que é como um códice, que contém quatro níveis de descodificação–, Ele quis deixar uma marca em seu código, uma chave, um segredo, algo que sintetizasse todas as demais. Bárbara, assim devem ser todas as suas obras, devem conter algo secreto, uma marca só sua, algo que vai além de uma assinatura de autor no canto de um quadro, uma forma de fazer, uma fórmula, uma mensagem. Deixe sua marca por onde você passe. Não permita que roubem sua energia e muito menos suas oportunidades. Você é regida pela justiça, lute por ela com energia. Isso está demonstrado na sua Lamed [ל] como centro e energizada por duas Yuds. É um símbolo que se entende como equilíbrio, tanto para as coisas elevadas, quanto para as coisas do mundo material, mas ser justa não significa apagar o fogo de todas injustiças do mundo ou morrer de tristeza por causa das desigualdades do mundo, ser justo é utilizar seus dons para cumprir seu propósito nessa vida e isso criará um ambiente de justiça por onde você passe. Se você não for capaz de ser justa consigo mesma primeiro, não conseguirá ser justa com os demais, então agarre suas oportunidades, não as transfira para os demais. Enquanto você ainda está em um processo, iniciando sua travessia, tente criar um mundo espiritual sem ordem, remova suas inibições e permita que o caos domine sua vida. Permita que o mundo veja seu sorriso para que sua imagem seja de rejuvenescimento e poder criativo. Haverão momentos em sua vida, quando você pensará que tudo está perdido, como se estivesse caminhando por um deserto escaldante, mas oásis aparecerão pela frente para provocar mudanças, então nessas horas mude as coisas ao seu redor e em você mesma, mude seu peso, sua roupa, seu corte, desorganize sua vida, permita-se irritar e irrite, deixe-se levar pela inércia da vida e não deixe que sua presença passe desapercebida ou indiferente. Seja Lamed [ל], a letra que rege seu centro e que afirma que você não deve ficar calada. Aprenda a mostrar com palavras, o tamanho do seu poder e a força de sua alma. Como Bet [ב] é a primeira letra da Torá e Lamed [ל] é a última, uma vez mais encontro-me visualizando você como figura criadora, aquela que domina o código divino, que entende as letras e as palavras do seu Eu Superior, as palavras elevadas, sua conexão com o Criador é completa, sem perda de informação, por isso você entende com perfeição e traz para dentro de você essas palavras que descem, e realiza com perfeição, tudo o que lhe for pedido pelos anjos, quando lhe trazem uma mensagem do alto para dentro de sua casa. Com o tempo você entrará em um novo normal, em um mundo onde todos sabem o que você fez, faz e fará de belo. Faça de suas obras uma metafísica do belo.
¿E você, quem é?
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| © Lúcio José Patrocínio Filho. |

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