¿Quem é você? Fabiano Delmondes Avelino.

¿Quem é você? Fabiano Delmondes Avelino.

Por Lúcio José Patrocínio Filho:.

Fabiano Delmondes Avelino. 

Fabiano
6+1+2+9+1+14+15=48=12=3 Gimel
i=9 Tet

Delmondes
4+5+12+13+15+14+4+5+19=91=1 Alef
o=15=6 Vav

Avelino
1+22+5+12+9+14+15=78=15=6 Vav
L=12=3 Gimel

Nome divino Oculto. Razael [Rá+Al]
הזי
5+7+10=22=4 Dalet

Palavras:
ןהזי  [Alimentar] [Haezin]
קהזי [Machucar, Ferir] [Hizik]
זהזי [Mover, Remover]

Nome divino Revelado. Mihael (Mi+Rá+El)
מיה
40+10+5=55=10=1 Alef

Palavras:
יִרְמְיָה [Jeremias]
כִימִיָה [Química] [Himiah]

Nome divino oculto, regido por Tet. (El+El)
הטי
5+9+10=24=6 Vav

Palavra:
הֵטִיס [voar] [Haetis]

Nome divino revelado, regido por Tet. Aba (Al+Al)
מטה
40+9+5=54=9 Tet

Palavra:
מטה [abaixo]

É fácil entender os princípios herméticos que afirmam que tal e como é acima é abaixo, tal e como é abaixo é acima, e se você deixar sua cabeça aberta, como um receptáculo para as mensagens dos anjos, vai perceber que tudo é um fluir infinito, que migra de um ponto a outro, em função de eventos a provocar vibrações, fluxos de energias através do universo. Você vai ver que tal e como é dentro é fora, tal e como é na escuridão é na luz, tal e como é o pai é o filho; e o filho é como o pai. Tudo é relativo, quando você é capaz de escutar o coro dos anjos, ritmos de uma canção que vem lá de dentro do seu coração e que faz vibrar você por dentro, que o coloca em movimento e o faz entender, que há uma verdade que vai além da razão material, além das limitações da química e física do seu cérebro. Há algo que lhe rege, que fala mais alto, como se estivesse algo acima de você, e esse algo sempre quer lhe dizer algo belo, algo que lhe oriente para que não se desvie de seu caminho verdadeiro, de seu real propósito nesta vida terrena. 
¿Mas por que tenho que estar tão certo? ¿Por que o universo não entende o que quero? Afinal sou Razael [הזי], mantenho meu equilíbrio e minha força com a ponta da minha espada, então ¿por que não reconhecem o meu poder de luta?, por que com minha espada, sei dar o golpe certeiro, sei ferir, sei machucar.
Vejo uma floresta tropical, sinto as águas escuras, frias e profundas, em algum rio imenso e celestial. É momento de flutuar e deixar-se levar pelo fluxo das águas, deixar-se mover e ser movido sem luta, como Uno, como unidade. Permito-me flutuar por estas águas, mesmo que eu não queira estar lá. Deixo ir Mihael [מיה], meu falso anjo da razão, deixo-o ir pelas profundezas dessas águas que não me permitem afundar. Sou as águas, e percebo os peixes que estão a nadar, porque agora meu Eu Inferior está em harmonia com meu Eu Superior. Deixo-me levar, mas não porque penso que seja moral ou correto, mas sim por que sinto como vibram as águas, recarregando minhas energias, dando-me forças para reconectar-me com meu Eu Superior, cicatrizando minhas feridas e recriando a linha prateada que me liga com meu anjo mais belo. 
Flutuando pelas águas escuras, com o rosto cheio de barro e voltado para o céu, tal e como a própria forma da letra Tet [ט] indica, sinto-me indo, sem medo, ainda que meu corpo esteja cercado por rosados golfinhos de água doce, que com suas canções regeneradoras, vibram para sintonizar-me com meu propósito com o Eterno. Não posso deter as águas do rio, por mais que eu esteja certo, e isso é uma verdade que atormenta esse peixe gigante, esse monstro das profundezas de minhas águas escuras, este que me move, este que levo dentro do peito. Quero saber meu futuro, quero saber se gosto ou não dele para poder modificar meu presente, mas infelizmente não posso deter essas malditas águas. 
Eu sei que você não quer empreender essa viagem, eu sei que você quer lutar contra os anjos, ir contra tudo e todos, porque você é regido por Zayin [ז], e contra outro Zayin [ז] é luta por certo. Há algo que está fazendo você nadar contra as corredeiras, como se estivesse tentando alcançar um barco imaginário, que lhe promete voar pelo universo, mas o barco não está ali. Você está ferido, cansado, e ainda que esteja sendo curado, cuidado por anjos reparadores, Zayin [ז] terá que ser trocada pela letra Tet [ט], que tem a força do feminino, que abre como uma flor, orientada para a luz do alto, para as dimensões superiores. Somente assim você poderá sair desse círculo vicioso, porque seu nome divino, regido por Tet [ט], declara que somente baixando sua arma e permitindo ser regido por Tet [ט], conseguirá alcançar sua elevação. 
No Zohar está escrito que “seu bem está oculto dentro dele”. Perceba que Tet [ט] tem a forma de um desabrochar, isso significa que sua ação ainda não está completa, pelo qual ainda não podemos ver suas pétalas ou seja, há algo de oculto e esse algo é o seu belo. Como você não se permite ser regido por Tet [ט], o único que é visível, exteriorizado, é a imagem de um guerreiro cansado, de armadura pesada, lutando consigo mesmo, como um Quixote, buscando por moinhos imaginários, esperando que Sancho Pança não lhe abandone, ainda que ele não esteja mais ali. 
Você é Tet [ט], por isso é fácil entender que você é belo, porque de você vem a palavra Tov [טוֹב], que significa bem, bom, belo, e é a palavra que significa o bem na árvore do conhecimento. Essa palavra sugere que o mundo é bom, e assim, como uma semente que esconde dentro de si uma árvore e deve ser enterrada nas profundezas da terra para que germine, cresça e floresça, assim é sua beleza, seu interior sensível e belo, você deve deixar-se afundar nas profundidades dessas águas de abaixo, agarrado na barbatana de um golfinho angelical, deixando-se morrer em seu contrário, para finalmente ressurgir pelas águas de cima, deixando ver uma perfeição que antes estava oculta, e assim todos dirão o quanto é belo. 
Tet [ט] vale 419, portanto o mesmo valor da palavra [ahdut] que significa [a união], com o qual é evidente que se você permitir passar por essa transformação ou revelação do interno, seu maior desejo será realizado, por reestabelecer um estado de consciência unificado, porque essa letra simboliza uma união entre um noivo e uma noiva. Trata-se de uma oportunidade, onde seu nome divino oculto [הזי], permite que você abandone a luta, em favor da unidade, porque forma uma nova combinação de forças e uma nova fonte de significados [הטי], que remete à palavra voar [הֵטִיס], mas esta vez, com o equilíbrio de Hei [ה] pela direita e a iluminação de Yud [י] pela esquerda.
Mas Fabiano, tudo isso que eu falei está oculto por 10 véus em nossa mente. Não é fácil perceber a verdade, ver a longo alcance para perceber os perigos do rio, e o tempo vai passando e perdemos as oportunidades, falhando em tomar as decisões certas nos momentos certos. Subimos em um barco e insistimos em permanecer ali, remando e gastando uma quantidade extraordinária de energia, simplesmente por não aceitar a ideia de ceder, de aceitar que não fizemos o correto. É Mihael [מיה] nublando sua mente, com sua poderosa Yud [י] a alimentar seus egos, como um peixe horripilante, desgarrando-lhe por dentro a carne de suas costelas. Os barcos não estão ali, porque são somente ilusões momentâneas, que surgem para desviar o curso de sua vida, o curso do seu rio Superior, aquele que deve ser regido por suas intuições, mais que por sua razão. Aqui está oculto o segredo do seu sucesso. É seu nome divino oculto [הזי], regido por Tet [הטי], que por sua forma faz lembrar um barco [ט], o verdadeiro barco que ensina que o seu caminho é seguindo o curso do rio, pelo qual não é necessário o remar, não é necessário o esgotar-se, basta conduzir a embarcação com o equilíbrio de Hei [ה] e o leme de Yud [י]. 
Você é Delmondes e é Avelino. Isso significa que você é duplamente Hariel [הרי], o que confirma seu espírito que luta pela união dos contrários e por isso você não desiste de sua luta, não entende a ilusão desses barcos imaginários. É a força da Vav [ו] das duas famílias, que forjam espíritos guerreiros, como touros vermelhos, teimosos, convencidos de que podem dominar o mundo. Seus sobrenomes exercem uma gravidade tal que amplifica a dificuldade de levar à cabo o seu propósito divino. Porque como demonstrado no conflito de anjos de seus nomes divinos, como você não é de luta, mas está de luta, não se permite deixar-se levar pelas correntes do rio, você quer represar as águas e criar seu lago, para ali alimentar um monstro no âmago de suas costelas. 
Não se equivoque com minhas palavras. Não estou dizendo que você nasceu no lugar errado, como um anjo que em vez de nascer em um ninho de beija-flores, acabou em um ninho de águias. Cada um recebe o que tem que receber para executar sua Grande Obra e tudo o que você tem é divino e certo, mas o trabalho é seu, é um trabalho interno, e deve ser realizado. Pela forma com que seus nomes divinos estão entrelaçados, fica claro que você nunca vai desistir de lutar pela unificação, mas essa unidade não vai ser lograda com Zayin [ז], somente com Tet [ט], talvez sejam demasiadas feridas, mas se posso pelo menos deixar você consciente do seu dever, talvez pelo menos você possa encontrar algo, um statu quo que lhe permita viver em paz. É uma visão que roça a loucura, eu sei que parece demasiado extraordinário, porque o que eu vejo não é fácil de ser aceitado, requer uma percepção que nem eu sei explicá-la. Dou voltas e voltas ao redor desse corpo flutuando pelas águas, peço a ajuda de outros anjos e eles vêm e cantam seus hinos comigo, afinal você merece ser ajudado, mesmo que pense que com sua espada, não precise de ninguém e de nada.
¿E você, quem é?

Círculo de Letras



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Referências Bibliográficas:

Cordeiro, Frederico - Fazendo Teshuvá.
Gomes Filho, João - Gestalt do Objeto.
Knorr de Rosenroth - La Kabbala Desvelada.
Laitman, Michael - Zohar.
Os 72 Nomes de Deus - Shem ha Meforash.
Peradejordi, Julio - Los refranes esotericos del Quijote.
Regardie, Israel - Um jardim de romãs.
Schopenhauer, Arthur - A metafísica do Belo.
Torá.
Zohar.


© Lúcio José Patrocínio Filho.

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