As chaves do pensamento transcendente.

As chaves do pensamento transcendente.

Por Lúcio José Patrocínio Filho:.

A Simbologia
Os significados dos símbolos permanecem ocultos aos olhos daqueles que não conhecem a semiótica divina.
No sentido estritamente etimológico, o termo “teologia”, tem uma relação estreita com o simbolismo, pois θεo [theo] é utilizado para construir as palavras θεóv e θεòς [theon e theos] “D’us pai e deus filho” ou “D’us e deus”; e λογος [logos] significa “estudo”. Portanto, “teologia” significa: “estudo de tudo o que nos conduz a D’us, nos aspectos macrocósmico e microcósmico”, por isso o simbolismo não convém ao racionalismo e os racionalistas não toleram o simbolismo. René Guénon questionou exaustivamente o assunto, afirmando que os racionalistas entenderão os símbolos como algo orientado à intuição da fé, pois contém uma realidade que unicamente pode ser observada por quem experimentou essa realidade, o que gera uma espécie de armadilha, onde um símbolo leva a outro e a outro infinitamente. Logo, por intermédio da razão, não se pode regressar ao Criador. É necessário algo mais; e é justamente esse “algo” o que escapa da razão.
Sobre o poder da simbologia, René Guénon escreveu que “a filosofia é essencialmente analítica, como tudo o que é expressado com as formas ordinárias da linguagem, diferentemente do simbolismo, que é essencialmente sintético. Por definição, o formato da linguagem é “discursivo”; pelo contrário, o simbolismo é verdadeiramente “intuitivo”, o que, naturalmente, o faz incomparavelmente mais apto que a linguagem, para servir de ponto de apoio à intuição intelectual, e esta é, precisamente, a razão de que constitua o modo de expressão, por excelência, de todo ensinamento iniciático. A filosofia representa, em todo caso, o tipo de pensamento discursivo – sem querer afirmar que todo pensamento discursivo tenha um caráter especificamente filosófico –, e isto é o que impõe essas limitações irresolúveis; já o simbolismo, enquanto suporte da intuição transcendente ou metafísica, abre possibilidades verdadeiramente ilimitadas.”
René Guénon foi contundente ao afirmar que “devido a seu caráter discursivo, a filosofia é exclusivamente racional e por sua vez intrínseca à razão; logo, o domínio da filosofia e de suas possibilidades não pode estender-se em nenhum caso além do que a razão é capaz de alcançar”.
Disse ainda que “mesmo admitindo que a filosofia possa ir tão longe como lhe é teoricamente possível, sua transcendência será sempre insuficiente, pois servindo-se da expressão evangélica: “só uma coisa é necessária”... será precisamente esta “coisa” o que permanecerá sempre proibida, porque está por encima e além de todo conhecimento racional”. 

Ouroboros
Ouroboros, do grego οὐρά “cauda” e βόρος “devora”, símbolo alquímico da eternidade, evolução, coagulação e eterno retorno a si mesmo. “Perguntou o Senhor Deus à mulher: Que é isto que fizeste? Respondeu a mulher: A Serpente enganou-me, e eu comi.” Gênesis 3:13.

O termo “símbolo”, do grego σύμβολοv “symbolon”, do verbo “symbalho” que significa “reunir”, “juntar”, e “symbolé” que significa “ajuste”, pode ser explicado como o Adão Primordial – o Adão Kadmon –, aquele que era a imagem e semelhança de D’us, porém, quando Ele criou a mulher, ao fazê-la com as costelas de Adão, dividiu sua imagem ao meio, em lado feminino e lado masculino e, portanto, a imagem e semelhança de D’us passou a ser a união entre um homem e uma mulher – é a união de duas metades opostas, para formar o Adão Primordial –. No Zohar – o livro do esplendor – está dito que “as palavras “et haschamaim” indicam que as últimas duas não devem ser separadas e que devem estar juntos, varão e fêmea”. Ainda no Zohar, no capítulo Bereshit está dito que “a palavra “Haschamaim” é YHVH em sua significação mais elevada, e que a palavra siguiente, ve-et, indica a união firme entre masculino e feminino; também alude à denominação ve-YHVH (e o Senhor), e as duas explicações levam à mesma conclusão”.
Sobre isso há infinidades de estudiosos que, como Carlos del Tilo, explicam muito bem a questão das metades que se unem para formar um objeto primitivo e assim constituir um signo de reconhecimento. Logo, não há magia se a união não ocorre entre pares de opostos; ou o que é o mesmo: a chispa divina somente ocorrerá na união entre um homem e uma mulher. Essa questão foi exaustivamente debatida pela Madame Blavatsky e por Alice Bailey. De fato, qualquer Ordem esotérica que se preze, terá como sendeiro o caminho do meio, aquele pelo qual o iniciado caminha entre pares de opostos, entre a luz e a escuridão, tal e como afirmava Blavatsky: “Não pode haver manifestação se não há diferenciação entre Pares de Opostos”. Finalmente, a união entre homem e mulher designa um signo e seu significante representa D’us.
Essa é a “razão” pela qual, sempre que se estuda simbologia, termina-se alcançando o símbolo primeiro, o mistério interior, o Adão Primordial, além do qual não se consegue avançar; a filosofia não alcança e a razão não é suficiente para abarcar esse “algo” que falta para fechar o círculo sagrado. É como estar em um caminho eterno, como se de uma circunferência tratasse, que à diferença de uma reta, não tem começo nem fim. Essa é a razão do compasso ser tão utilizado como símbolo do Divino, porque se D’us fosse uma esfera, sua circunferência seria uma reta. 

1 A figura mostra o Rei e a Rainha apontando a um frasco no qual o processo alquímico será realizado. Sobre os filactérios um fragmento do Rosarium Philosophorum que vem da Turba Philosophorum. O Rei Sol diz à esposa: “Venha abraçar-me, amada minha, e geraremos um novo filho, que não se assemelhará aos seus pais.” e as respostas da Rainha Lua: “Eis que virei a ti, e estou preparada para conceber tal filho, cujo nome não há no mundo.”  2 Ao centro da figura o frasco representa Mercúrio e dentro dele há uma mulher com uma cabeça solar segurando um homem aparentemente abatido. Juntos representam o espírito brilhante e o sal inferior. O processo pelo qual eles estão unidos é o da morte e renascimento.  3 Na gravura os consortes estão em pé sobre duas montanhas distintas e o abismo entre eles é mostrado como um lugar apropriado para sua união pela qual uma criança incomparável será engendrada.  4 Nas fendas das montanhas há garras de duas águias referindo-se a uma terra condenada que surge através da arte da alquimia e que também não sabe da dor e da decrepitude ou da morte. 5 Segundo está escrito na Tábua de Esmeralda, o sol é o pai e a lua é a mãe da Pedra filosofal (Johann Daniel Mylius, Anatomia Auri, Lucas Jennis, Frankfurt, 1628).

A ciência comprovou que a segunda lei de Newton funciona perfeitamente para baixas velocidades, mas essa equação torna-se falsa, a medida em que uma dada massa alcança velocidades próximas à da luz. É um gráfico exponencial, no qual a massa permanecerá inalterada, até que repentinamente aumentará exponencialmente, quando a quantidade de movimento atinja valores próximos ao movimento da luz. Os mais modernos aceleradores podem levar um elétron à uma velocidade apenas ~35m/s menor que a velocidade da luz, e a massa desse elétron aumentará ~2000 vezes nessas condições, tornando-se maior que um próton. Não há a necessidade de expor aqui as equações que demonstram a matemática de toda essa descoberta, cada qual que busque esse conhecimento na física e na matemática, pois o que se pretende é demonstrar que para alcançar o Criador é necessário retirar da equação as variáveis: tempo e massa – o que provocaria uma velocidade infinita, instantânea como a velocidade do pensamento.
Se D’us é o tudo, sua velocidade é infinita, e em seu reino não há massa e não há o tempo. Portanto, tentar alcançar a velocidade da luz é como tentar alcançá-Lo. Logo, não é possível alcançá-Lo fisicamente.
D’us é considerado o Eterno e o Tudo, portanto tudo é eterno e é Ele mesmo. Eis o limite que a razão alcança. Se D’us é perfeito, como poderia criar algo imperfeito? Portanto o Universo é D’us, eterno e perfeito. A ciência começa a aceitar a hipótese de que o universo é eterno e que simplesmente a humanidade ainda não é capaz de compreender tal conceito. Se D’us é o Tudo, não houve princípio e Ele não criou o universo do nada, pois o próprio Nada, caso existisse, seria Ele mesmo, senão Ele não seria D’us. Logo, tudo é eterno. Os panteístas estavam certos quando afirmaram que “o mundo tem a mesma essência de D’us“.
Esse conceito de eternidade leva à dedução de que “não houve um princípio” – o que iria em contra dos textos sagrados do Gênesis –, mas aplicando a guematria judaica no primeiro versículo em hebraico, já é possível entender que D’us é o Tudo e que por esse motivo precisou restringir seu poder para criar o universo. Logo, o universo está em D’us. No mesmo versículo, ao estudar onde aparecem juntas as letras תא (alef e taw, “et” – primeira e última letra do alfabeto hebraico –), conclui-se que o Verbo já existia antes da criação, portanto o universo já existia de alguma outra forma antes da criação. Há teorias científicas que sugerem a existência de outros universos e que seus movimentos podem ser de expansão e retração, portanto sugere que um universo pode contrair-se até causar um novo Big Bang, criando um novo universo, o que leva diretamente à teoria do eterno. Tudo existe eternamente, com o qual, a primeira palavra do Gênesis, ב “Bereshit”, significa um recomeço; é o nosso Bereshit, mas não é o primeiro e muito menos será o último. Tal e como afirmou Stephen Hawking, “o universo começou na ponta do seu nariz“, o que reforça o conceito de eternidade, pois seja onde estiver o observador, o universo estaria sempre em expansão. 

Filho filosófico
6 Seleção de miniaturas que descrevem o nascimento do filho filosófico depois das distintas operações que acontecem no vaso alquímico (Anônimo, Donum Dei, final do século XV).

6 Seleção de miniaturas que descrevem o nascimento do filho filosófico depois das distintas operações que acontecem no vaso alquímico (Anônimo, Donum Dei, final do século XV).


Um utensílio de cerâmica quebrado ao meio, duas partes de um todo, encontradas por arqueólogos em algum sítio arqueológico do Egito, um objeto dividido ao meio pelas areias do tempo, signos fragmentados que voltam a ser uno pelas mãos do homem, e a partir desse símbolo encontrado poderão resgatar infinitos significados que servirão para decifrar os desejos e conflitos das tradições do Antigo Egito, sua sociedade, pensamentos, palavras e como tudo relaciona-se simbolicamente.
Se eu fosse Carl Gustav Jung, talvez inovasse seu pensamento afirmando que “os símbolos revelam as verdades do espírito”[1] e por esta razão o faz infinitamente mais apto a servir de ferramenta para alcançar aquele “algo” a mais que a razão não alcança, ainda que soubesse que o alcançá-lo causaria a morte do símbolo.
É madrugada e já deveria estar dormindo, entretanto aqui estou eu, como uma aura, diante de algum altar egípcio, arroupado por espíritos que, a julgar por suas vestimentas antigas, possivelmente sejam oriundos de algum passado distante.
O espelho da vida descansa sobre o chão branco e negro, refletindo um arco-íris de possibilidades a quem saiba dar e receber com o amor verdadeiro por diante. Mesmo encontrando-me na mais densa escuridão da pirâmide, mesmo sabendo que tal momento é simplesmente um sonhar acordado e que o templo encontra-se fechado aos trabalhos, não posso deixar de surpreender-me ao ver os espíritos destes antigos obreiros que me rodeiam nesta profunda projeção espiritual.
O mais velho dentre eles aproxima-se do altar e ajoelha-se, colocando-se a observar-se no espelho, como se tratasse de um “recordo de si”. Por um momento medita em silêncio e como se eu não estivesse ali, começa a recitar:
– No espelho vejo o Sol, a Lua e as Estrelas, mas não me vejo. Vejo o mar embravecido pela tormenta da vida e um barco atracado no porto, pronto para zarpar com todas as ferramentas necessárias para a travessia pelo grande oceano do meu destino, mas não sou eu ali na proa. Não fui capaz de enxergar as cores do arco-celestial e tampouco tive a vontade necessária para navegar rumo ao grande farol universal. Reconheço os signos intrínsecos em cada um desses símbolos, contudo não fui capaz de alcançar transcendência alguma. – o ancião gira-se para fixar seus olhos nos meus e diz – O senhor sabe ver além do espelho?
O espírito desaparece na escuridão do templo, tragado pelas ondas do mar. Outro obreiro ancião acerca-se e ajoelha-se; e repetindo o que parecia ser uma espécie de Ritual do Arrependimento, recita:
– No espelho vejo um portal, vejo oferendas de romãs e colunas fundidas em bronze, mas não me vejo. Vejo os degraus da grande pirâmide, dourada pelo reflexo do sol na areia dos caídos. Vejo o Grande Olho, que como um arquiteto do universo, desde o alto orienta os obreiros na edificação da sua obra. Vejo a luz abrasadora do sol açoitando a pirâmide, a areia do deserto e a pele daqueles obreiros que caminham sobre enormes pedras. Subi sim estes degraus outrora, mas ainda que eu tenha sabido manejar as ferramentas necessárias para polir tão pesadas pedras, em algum momento da minha arrogância, lapidando caí. – este ancião também fixa seu olhar nos meus olhos e diz – O senhor sabe lapidar?
O ancião desaparece entre a areia do deserto. Caminho ao altar dos símbolos e recito:
– Vejo a alvorada e a mim mesmo no espelho. Vejo símbolos talhados nas pedras e contemplo os demais degraus desde longe, consciente de estar seguindo o caminho entre o sol e a lua. Percebo então algo além, algo que permanecerá oculto aos olhos daqueles que não conhecem a semiótica divina. Algo que não posso expressar com palavras.
O símbolo é como um fetiche; captura a alma do observador, devolvendo-a com algo a mais, mas esse “algo” já estava lá, oculto no consciente e no inconsciente, porque o símbolo não oculta nada em si mesmo. Ele é como um buraco negro, o qual sabemos que existe e até podemos explicá-lo, mas sua verdade inefável está oculta na mais profunda escuridão, além da razão e do belo.
Um presságio de algo bom, que está por ser conhecido, uma chispa divina, que provoca o movimento do ser que o contempla e coloca-o em estado de meditação efetiva, porque com vontade e conhecimento edifica-se o templo; com amor e o coração puro expande-se a alma e flerta-se com a gnose divina.
O símbolo deve ser transportado a um lugar oculto, algo como um lugar no imaginário, onde seja possível alcançar um estado elevado de consciência tal que permita à mente ir além da razão, algo como o que o neognóstico Samael Aun Weor definia como o “mental superior” e “emocional superior”, que de forma simples pode ser explicado como um estado mental e emocional de profundo equilíbrio de forças, que somente pode ser alcançado por aqueles que transcenderam aos egos, transcendência que, por sua vez, pode ser conseguida por meio do equilíbrio daquilo que foi chamado por Samael, de os cinco centros da máquina, a saber: intelectual, emocional, instintivo, motor e sexual.
É equilibrar-se em todos estes centros e conhecer os mecanismos dos egos, para tornar-se verdadeiramente livre de todos eles, ainda que se continue portando-os dentro; ainda que no final de uma vida, tenham-se tornado do tamanho de uma montanha. É tomar as rédeas de si mesmo, fazer-se consciente de seu lugar no universo, consciente de suas possibilidades além físico, para assim liderar-se em direção aos estados transcendentes da mente e da alma, em um lugar onde a razão não alcança, pois vai além do físico, portanto um lugar metafísico onde o símbolo ser-lhe-á revelado, tanto à sua inteligência, quanto à sua alma.
Tal e como afirmou o filósofo Mircea Eliade, “O simbolismo é uma informação imediata da consciência total.” Em outras palavras seria o mesmo afirmar que a percepção desse “algo” não pode ser alcançada se o observador não se faz ator do processo perceptivo, algo como querer que se acendam as lâmpadas de um templo escuro, mas que para isso será necessário um ato de vontade, um ato participativo de apertar fisicamente o botão, para que haja luz. Esta experiência sensível é subjetiva, pois o símbolo será sempre um objeto subjetivo, com o qual a percepção da intensidade dessas luzes será diferente para cada sujeito, e aquele que consiga perceber sua máxima intensidade, também conseguirá perceber melhor todas essas coisas que estavam invisíveis em seu templo interior. Logo, o símbolo revelar-lhe-á coisas que estavam ocultas dentro dele mesmo, e assim descobrirá que ele não era quem ele pensava ser, e a partir de então passará a entender-se por meio desse novo “algo” que a ele estava invisível. Para entender melhor este conceito, pode-se mergulhar na obra de Jean Servier, “L'homme et l’invisible” (O homem é o invisível). Indo além, cada lâmpada iluminará um lado do templo, com o qual os símbolos estarão interligados, pois cada símbolo trará certa luz ao que lhe está oculto e gerará sombras entre eles. Uma lâmpada iluminará melhor aquilo que esteja próximo a ela, assim como um símbolo, que representa melhor aquilo que lhe tenha melhor relação. Mas a luz de cada lâmpada alcançará todo o templo, ainda que a intensidade de cada uma delas irá suavizando-se pela distância, e ainda que a isso deva-se acrescentar o fato de que cada sujeito logrará dar uma intensidade particular a cada luz.
Assim, em todas as dimensões do universo físico e metafísico, tudo está interligado; e cada símbolo revelado será como uma epifania, que trará luz e sombra a esse “algo” que é você. ∆


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Referência Bibliográfica:
AROLA, R. - Cuestiones simbólicas. Las formas básicas, Barcelona, Herder, 2015.
— El símbolo Renovado. A propósito de la obra de Louis Cattiaux, Barcelona, Herder, 2013.
Bailey, Alice - La Luz del Alma - Su Ciencia y Efecto - Paráfrasis de Los Aforismos de la Yoga de PATANJALI, 1927.
— Los Problemas de la Humanidad, 1944.
— Los rayos y las iniciaciones, 1960.
— Los trabajos de Hércules. Una interpretación astrológica. 1982.
— Tratados sobre fuego cósmico, 1925.
— Tratado sobre magia blanca, 1935.
bar Yochai, SHIMON - Zohar, sécs.I-II.
CHEVALIER, J. - GHEERBRANT, A., Diccionario de los símbolos, Barcelona, Herder, 2005.
CIRLOT, J. E. - Diccionario de símbolos, Siruela, Madrid, 1997.
Documentário, Gênios de Stephen Hawking.
ELIADE, MIRCEA - El mito del eterno retorno, 1954.
— Lo sagrado y lo profano, 1959.
GUÉNON, RENÉ - Apreciaciones sobre la iniciación, 1946.
— El simbolismo de la cruz, 1931.
OTTO, R., Lo Santo. Lo racional y lo irracional en la idea de Dios, Madrid, Alianza, 2001.
PETROVNA BLAVATSKY, HELENA - La doctrina secreta, 1888.
— Isis sin velo, 1877.
Nota:
[1] Para Carl Gustav Jung, o símbolo é uma imagem apta a designar a natureza obscuramente suspeita do espírito.

© Lúcio José Patrocínio Filho.

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