Sonho de um Cachaceiro na Europa.

Sonho de um Cachaceiro na Europa.

Por Lúcio José Patrocínio Filho:.

Sabemos todos os brasileiros, que o Brasil é um país de imensurável riqueza cultural. São cinco séculos de história, um período de tempo que parece pouco aos olhos da velha Europa, mas suficiente para criar uma sociedade de importância mundial. Vale lembrar, que este é um período relativo à sua colonização, porque a América sempre esteve ali e, há muito, outras civilizações construíram sua história sobre aquele solo fértil, como os Mayas, Incas e Aztecas. Então, tentar condensar toda essa trajetória em um único produto, pode converter-se em uma missão complexa, algo que pode gerar admiradores e detratores, e não há algo pior nesses tempos de conectividade total, que ter os haters perseguindo você pela internet.
Nessa busca pelo produto com mais brasilidade, torna-se impossível esquivar a história da América e, consequentemente, a história do Brasil, nas quais a aguardente é facilmente identificada como um dos produtos mais antigos, que nos conduz aos tempos de Colombo e Pedro Álvares Cabral.
"A cachaça é uma bebida de grande importância cultural, social e econômica para o Brasil, e está relacionada diretamente ao início da colonização portuguesa do país e à atividade açucareira, que, por ser baseada na mesma matéria-prima da cachaça, possibilitou a implantação dos estabelecimentos cachaceiros." [1]
 
 "A primeira plantação de cana-de-açúcar de que se tem notícia no Brasil foi feita em 1504 por Fernão de Noronha na ilha que leva o seu nome. E há referências de que o primeiro engenho de açúcar foi construído em 1516, na Feitoria de Itamaracá, criada pelo rei Dom Manuel I de Portugal no litoral do atual estado de Pernambuco e confiada ao administrador colonial Pero Capico — primeiro "Governador das Partes do Brasil". Na década de 1530, os primeiros donatários portugueses iniciaram empreendimentos nas terras da América Portuguesa, especialmente nas capitanias de Pernambuco e São Vicente, implementando engenhos de açúcar. Assim, surgem, na nova colônia portuguesa, os primeiros núcleos de povoamento e agricultura. Apesar de não haver um registro preciso sobre o verdadeiro local onde a primeira destilação da cachaça tenha sido iniciada, pode-se afirmar que ela se deu no território brasileiro, em algum engenho do litoral, entre os anos de 1516 e 1532, sendo, portanto, o primeiro destilado da América Latina." [1]
 
 Foram os árabes, em sua conquista da península ibérica, os que inventaram a destilação. Eles são os criadores do "alambique" e aperfeiçoaram a arte da destilação no famoso período "Al-Ándalus". Quando foram expulsos da península, deixaram para trás esta arte, dando origem ao bagaceira, conhaque, grapas, whisky etc... Ademais, o processo é pura elevação espiritual. O resultado final é como um elixir, um licor extraído dos vapores da natureza, por meio da destilação. É tão divino que a palavra "Alambique" provém do árabe "al-inbīq", onde "al" significa "Deus". Por isso as bebidas destiladas são denominadas "spirits" ou bebidas espirituosas. 
Dito isto, deixo claro o meu entendimento de que a arte de destilar é um invento milenar, provavelmente pertencente aos povos do Antigo Egito e aprimorado pelos povos persas e posteriores civilizações, até chegar no último recôndito do mundo, a América. Nossas versões americanas do al-inbīq estão hoje representadas pelos Aguardentes dos países hispânicos da América do Sul, a Cachaça do Brasil, o Ron Espanhol e do Caribe, o Rhum Agrícola das ilhas e Guiana Francesas, o Pisco do Perú, a Tequila e o Mezcal do México, o Whiskey Bourbon dos Estados Unidos etc. Portanto, afirmar que a cachaça foi o primeiro destilado das Américas é um tanto pretensioso por parte dos brasileiros, pois todos esses destilados são oriundos do período inicial da colonização e são apenas técnicas de produção adaptadas à realidades distintas e em função dos recursos dos lugares onde há milênios ocorre a arte da destilação. 
Se mergulho nas profundezas da história da destilação, acabarei por identificar um produto produzido pelos índios americanos no período pré-colombiano, o Cauim, o qual era produzido de forma similar ao saquê japonês, o que me leva ao entendimento de que houve uma migração do processo de fermentação egípcio ao longo dos séculos e este foi mutando, adaptando-se aos lugares por onde era implantado, até chegar na América pelo estreito de Behring, trazido por povos nômades em tempos imemoriais. Mas isso é tema para outro estudo.
Uma vez que escolhi a cachaça para representar o conceito de brasilidade, por sua importância histórica e conexão com a história mundial da fermentação e destilação, coloquei em movimento a ideia de levar a cachaça para a Europa. Depois de um tempo escolhendo uma marca, acabei decantando por um alambique do meu próprio estado, Goiás, por entender que já haviam realizado um trabalho de base para alcançar um produto de qualidade de exportação, uma questão latente entre os produtores. A marca escolhida foi a Cambéba, uma empresa familiar, carregada de história e cultura brasileira, uma história que vem sendo contada desde 1808, por nove gerações da família Cambéba, desde José Félix de Azevedo e Sá, até Thiago Furtado, filho do atual proprietário, Galeno Cambéba. [2]
Aqui começa a minha história como importador de cachaça em Barcelona. Foi em 2018, depois de haver vivido 12 anos na Espanha (2000-2011), quando regressei a esse país para iniciar um novo empreendimento, com algo de dinheiro no bolso e muita ilusão. 
O primeiro passo foi pesquisar sobre o consumo de cachaça na Espanha, foi quando dei de cara com um muro, pois o consumo do nosso néctar brasileiro é quase nulo no país do Don Quijote de la Mancha. É tão desprezível que a cachaça sequer tem uma categoria somente sua nas prateleiras dos mercados, tanto físicos como online e quando há, encontramos apenas os produtos dos grandes produtores como a ypióca (Diageo), 51 (Pirassununga), Velho Barreiro (Tatuzinho) e Leblon (Bacardi). As demais marcas tentam de todos os modos ganhar algum espaço, ainda que seja apenas para aparecer nas fotos das redes sociais, para assim vangloriar de sua presença no exterior, mesmo que essa presença seja somente ilusão, porque no fundo só traz prejuízos para suas marcas.
Mesmo desiludido, decidi seguir adiante e iniciei os procedimentos para abertura de empresa. Consegui uma sala completamente grátis em um escritório de um amigo, o que resultou em uma enorme economia em euros, pois uma sala em Barcelona não me sairia por menos de 600€ mensais a mais simples que pudesse encontrar. Um amigo contador também colaborou na redução dos custos de abertura, fazendo um preço realmente baixo e uma mensalidade de contador bastante abaixo do mercado. Contudo, sempre há algo que se poderia fazer melhor e nesse caso, depois de meses da abertura da empresa, descobri que há um serviço público de atendimento para empresas chamado Barcelona Activa, o qual faria esse procedimento completamente grátis. No processo de abertura da empresa é fundamental acertar o CNAE de importador e habilitar a empresa para importar, conseguindo uma sigla EORI que acompanha o NIF da empresa, no caso da Espanha a sigla é ES.
Tive então que descobrir alguns caminhos por conta própria. A abertura da empresa possui seus gastos, tais como cartório e registro sanitário no Ministério da Saúde para estar habilitado a importar alimentos. Esse último foi fácil, mas outro registro foi um pesadelo e comentarei adiante.
Encontrar um depósito para guardar os pallets de cachaça era fundamental e estava na minha lista de afazeres. A cachaça Cambéba é um produto com certificação de orgânico e isso significa que não pode estar armazenada em qualquer lugar, o depósito deve estar habilitado para armazenar esse tipo de produto. Neste caso somente consegui encontrar um único depósito habilitado, há muitos, mas são de empresas particulares, com o qual, tive que aceitar o que havia e aceitar suas condições, nada de outro mundo, mas que no final das contas também teve seu peso. Uma vez contatado esse depósito, eles mesmos se prontificaram a funcionar como agentes despachantes para cuidar dos procedimentos de importação, por meio de uma de suas empresas especializadas no assunto. O preço era realmente convidativo e aceitei, mas como sempre, tudo têm entrelinhas, não deixaram claro quanto poderia custar todo o processo e no final da primeira importação eu tive que desembolsar uma elevada quantidade de euros para cobrir todas as despesas que brotaram do nada como pipocas em uma chapa quente. Basicamente eram gastos provenientes do depósito fiscal, pois a carga ficou mais de um mês retida no porto e foi inspecionada até pela polícia civil, provocando pânico no escritório do despachante, que afirmava nunca ter vivido essa situação. Então fique sabendo que o desembaraço da carga portuária gera muitos gastos e por isso um importador deve contabilizar uma estimativa de gastos nesse sentido.
Uma vez iniciados os procedimentos de importação, ainda no Brasil e já havendo acionado despachantes que iniciaram a papelada e a busca de navio, descobri que como se trata de produto orgânico, minha empresa precisava estar inscrita em algum órgão europeu de certificação de orgânicos, no caso de Barcelona deveria ser o CCPAE, o que provocou o cancelamento da operação, dado que esse procedimento poderia demorar meses. Iniciei então um calvário que com muita pressão resultou em uma certificação em dois meses, tornando-me habilitado para importar orgânicos e perdendo outra soma de euros que não estavam previstos. Vale recordar que todo esse investimento eu fiz do meu próprio bolso, sem ajuda alguma do produtor, algo que resultou ser de enorme imprudência por minha parte, mas não posso culpar o produtor e nem mesmo meus amigos, os quais alertavam da minha loucura e cegueira momentânea. 
Completamente ciente de que não conseguiria obter lucro algum com a venda dessas garrafas de cachaça, e ainda que estivesse avisado de que as contas não fechavam, decidi seguir adiante, quando o produtor decidiu reduzir substancialmente o valor da importação, ainda que eu já sabia que mesmo que a cachaça fosse enviada completamente grátis, nunca conseguiria o retorno do meu investimento. Era pura ilusão e sentimento de patriotismo ou simplesmente insanidade. 
Uma vez que a carga estava embarcada no navio, tive que efetuar o pago dos gastos no Brasil, tais como despachantes e transporte, outro susto, pois o que era um valor de despachante, dobrou o valor, porque afirmavam que houve a participação de duas pessoas, uma para papelada e outra para o navio.
Pois bem, a carga ficou retida por 40 dias, provocando um gasto de aduanas insano e um elevado stress pessoal. Uma vez que finalmente vi a carga no depósito, e havendo efetuado gastos em todas as etapas do processo, entendi que havia cometido uma loucura, meu capital nunca seria recuperado e uma longa jornada de vendas provocaria um stress terrível que resultaria na minha quebra financeira.
O mercado de bebidas alcoólicas na Europa é uma guerra de mercado. Há alguns grupos de enorme presença mundial, como a Diageo e a Bacardi, e esses conseguem formar uma espécie de monopólio do álcool por meio de um sistema de contratos acordados entre distribuidores e estabelecimentos comerciais e pelo elevado poder de barganha que possuem por deter o controle das marcas mais icônicas. Tudo dentro da legalidade, com o qual é impossível afirmar que se trata de dumping. Esses contratos inviabilizam a penetração no mercado por parte de pequenos importadores ou distribuidores. Não posso dizer que é impossível, mas se você está decidido a entrar nesse mercado, saiba que precisará de muito capital e diversificação de produtos para tentar penetrar no setor, porque se você chegar somente com a cachaça, sequer consegue entrar no jogo dos contratos, porque os comerciantes querem fazer contrato com quem vai fornecer todo tipo de produtos, para que ele não tenha que fazer papelada para várias empresas. Outro agravante está no fato de que todas as empresas de bebidas alcohólicas da América querem vender na Europa para fazer nome, o que provoca uma avalanche de novos produtos no mercado europeu, em geral com promoções de lançamento muito ousadas, do tipo 2x1 e até mesmo grátis, pois o objetivo final não é vender na Europa, mas sim fazer nome para vender melhor em seus países. O que sobra são pequenas vendas de produtos, vendas que você pode conseguir fazer a bares e estabelecimentos brasileiros como lojas de produtos latinos e essa briga é feroz pelo simples fato de que há uma infinidade de produtos tentando permanecer ali, o que provoca uma baixada de preços surreal. O resultado é a venda abaixo do preço de compra e ainda um tempo e dinheiro gastos a cada mês de custos fixos e operacionais que se tornam insuportáveis a cada dia que passa. Como não há giro para esse tipo de produto e como você não tem a possibilidade de conseguir contratos, as vendas soltas não vão conseguir salvar a empresa. Soluções? Como dizia minha esposa: busque um emprego. Para os ousados admiradores da cachaça, se você decidir por importar, antes de qualquer movimento, garanta estar empregado para cobrir seus gastos fixos e que a cachaça seja seu hobby. Assim você vai ter tempo para vender sem pressa e sem baixar insanamente seus preços e não vai adoecer.
Os custos de despacho de uma importação são devoradores do capital. Importar 1 pallet ou importar um container de 40 pés, não vai alterar significativamente esse valor, então a quantidade importada, sim que importa para baixar custos. Por outro lado os gastos em aquisição do produto e transporte, assim como os impostos especiais sobre bebidas alcoólicas, que são pesados na Europa, vão afetar significativamente seu bolso, no caso de você importar em grande quantidade. Portanto, a cada importador cabe decidir quanto importar, em função de sua capacidade de investimento. Eu entendo que importar em pequenas quantidades não tem sentido econômico algum. Posso afirmar categoricamente que não dá lucro, trata-se de um hobby que só deve ser assumido por alguém que vive de outra coisa. Se for uma atividade promocional, onde os produtores pagam tudo e ainda pagam um salário para você publicitar a marca na Europa, então talvez você possa viver disso, mas há exemplos de empresários que tentaram esse modelo de negócios e o resultado é a desistência por parte dos produtores, porque no fundo a realidade é que não há alambiques preparados financeiramente para suportar esse modelo a médio prazo. Você vai acabar abandonado pelas marcas e ainda com um problema de custos fixos de armazenagem de produtos, entre outros. Há pouquíssimos exemplos de profissionais que vivem disso, em geral funcionários que trabalham para alguma grande marca e representam essa marca na Europa inteira.
Quanto às questões bancárias, no começo evite pedir empréstimos ou créditos, porque sempre vão tentar introduzir alguma obrigação de compra de algum produto, que pode vir na forma de um seguro ou outra coisa e isso vai dinamitar seu capital. Abra a conta da empresa e não peça nada, evite cair nos contos dos diretores do banco. Perdi muito dinheiro ao solicitar créditos de importação e leasing de carro. Alugue uma van para suas necessidades pontuais de transporte de cargas do depósito para sua casa e faça você mesmo a entrega das caixas, pois o normal será realizar vendas de 2 garrafas a 2 caixas, o que pode ser entregue com um carrinho de compras e em transporte público. É inviável terceirizar as entregas, o que chamamos de picking. Para envios aos outros países dentro da comunidade europeia, as transportadoras se juntaram em um grupo de empresas, com o qual, seja por onde seja, acabamos por estar contratando as mesmas empresas. Espere pelo menos 10% de perdas, pois eles sempre perdem carga ou alegam que rompeu ou outra desculpa esfarrapada, e como não pagam seguro em envios de alcohol, você fica com o prejuízo. Empresas como SEUR, grupo Eurosender, DPD, DHL etc. tudo farinha do mesmo saco.
 Quanto aos métodos de vendas, fique sabendo que e-mails não são o método mais eficaz, o certo é que menos de 1% dos e-mails enviados acabam em algum retorno e a conversão em compras é quase nula. Além disso o mundo está muito extremista, com o qual, dependendo do que você publicitar nos seus e-mails, além de não vender, você ainda consegue uma legião de haters. O contato direto, corpo a corpo nos bares, foi e está sendo a medida mais efetiva, você mostra seu produto no ato e ali mesmo fica decidida a compra. Para isso é necessário ter os seguintes requisitos:
  • Um produto com garrafa e rótulo impecáveis. 
    • se o rótulo estiver amassado ou rasgado o cliente não compra, 
    • se a garrafa for standard o cliente não compra, 
      • A garrafa tem que ser interessante.
    • se a tampa for standard o cliente não compra. 
  • Se o produto não for algo realmente delicioso em vários aspectos como sabor, cor e odor, esqueça. 
  • Uma história interessante a contar sobre o produto, ajuda na venda, mas não é o mais importante.
  • Importante é saber com riqueza de detalhes todas as etapas do processo de produção e a composição do seu produto, principalmente quando o cliente é um mixologista, pois estes cursaram universidades de gastronomia, estão especializados em criação de cocktails e podem fazer você passar vergonha.
  • Ações de marketing podem facilitar a venda a algum bar de alto nível, por exemplo se você chega com um copo especial para consumo de seu produto, uma apresentação diferente para colocar na vitrine de garrafas etc. Já vi uma empresa japonesa chegar com um kit de exposição para a vitrine de garrafas, um kit que incluía até leque de gueixas decorado com escritos japoneses. Isso precisa ser investimento da marca.
Uma nota sobre a garrafa, algo que poderia ressaltar para iluminar a mente dos  potenciais importadores, pelo menos dentro da minha experiência de venda na Europa, é fundamental aportar uma garrafa potente, com personalidade e estética, mas saiba que há dois tipos de garrafas. O primeiro tipo está ligado aos produtos premium, aqueles que você vê decorando a prateleira de bebidas que fica atrás dos barmen. Essas são as garrafas de vitrine e não podem colocar garrafas feias ali, pelo que se seu produto é uma cachaça envelhecida, saiba que não conseguirá colocá-la na vitrine dos bares se a garrafa é standard. O segundo tipo está nas garrafas de giro, elas são utilizadas para criar a maioria dos cocktails dos bares e por isso ficam embaixo da barra, bem na frente dos que preparam os cocktails, inclusive ficam abertas, com uma biqueira que serve para controlar o fluxo do produto na hora do preparo e essas garrafas precisam ter uma forma que possibilite ao barman praticar alguns malabarismos, sendo que os mais fáceis são os de girar a garrafa na mão e isso não é possível com garrafas sem pescoço alto e garrafas gordas. Essa é uma tarefa pendente no setor da cachaça, porque nessa categoria estão presentes somente a vodka, o whisky, o gin e o rum, a cachaça não tem espaço, justamente porque não há um repertório de cocktails famosos que utilizem cachaça e menos ainda as envelhecidas.
A presença nas redes sociais e web são tarefas de casa obrigatórias, ainda que não são garantia de venda. Ter uma web, um e-mail de empresa, instagram, face page etc. pode sair caro se for terceirizado, principalmente porque são ferramentas de mídia que requerem atualizações permanentes de fotos e material publicitário e isso tem um preço. No meu caso, como tenho formação superior design, eu mesmo cuidei disso tudo, com o qual o gasto foi mínimo, o que me leva a pensar nos demais, que ainda precisam investir nesse ponto também.
A conclusão é a de que o mercado Europeu não está acostumado com a cachaça e isso leva ao entendimento de que há um custo elevado de introdução no mercado e esse custo não pode ser suportado pelo importador. É um investimento das marcas e estas devem ter em mente esse custo. Então, cachaceiros, estejam preparados, com produtos interessantes em todos os aspectos citados, papelada organizada e dinheiro no bolso para investir a longo prazo. 
Bons negócios!

cachaça


Donation please to: paypal.me/luciopatrocinio

Referências Bibliográficas:
Cachaça
2 José Félix de Azevedo e Sá

© Lúcio José Patrocínio Filho - CEO
Spirits do Brasil S. L. [Braspirits.co]

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

The Menorah and Its Divine Harmony

El Misterio Esotérico del Gato: Puertas entre Mundos, de Egipto a la Cábala.

O Triunfo do Capital e a Decadência do Socialismo: Uma Reflexão Histórica e Filosófica